15 policiais e ex-PMs são denunciados por esquema criminoso em Londrina

Com o aprofundamento das diligências, identificou-se um complexo esquema de roubos simulados e receptação de cargas de alto valor agregado, como commodities agrícolas, óleo vegetal e materiais ferrosos

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Foto: Reprodução

O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, ofereceu denúncia criminal contra 15 policiais e ex-policiais militares investigados na terceira fase da Operação Mar Vermelho.

A ação penal foi apresentada nesta quinta-feira (6) e é resultado de uma investigação conduzida em conjunto com a Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná.

A apuração teve início a partir da investigação da morte do líder de uma organização criminosa, em agosto de 2021. Com o avanço das diligências, o Ministério Público identificou um esquema de roubos simulados e receptação de cargas de alto valor agregado, como commodities agrícolas, óleo vegetal e materiais ferrosos.

Segundo a denúncia, os policiais e ex-policiais militares teriam sido cooptados por uma organização criminosa para registrar boletins de ocorrência com informações falsas, principalmente sobre roubos que não teriam acontecido.

Esses documentos eram usados para justificar desvios de cargas. Em troca, os envolvidos teriam recebido dinheiro e transferências bancárias pela prática dos atos.

O Ministério Público aponta ainda que um ex-policial militar atuava como operador dos pagamentos de propina aos demais investigados.

Fraudes

De acordo com as investigações, o grupo funcionava por meio de diferentes núcleos de atuação. Os militares denunciados integrariam o núcleo policial da organização.

Conforme o Gaeco, os agentes utilizavam credenciais de acesso restrito para registrar boletins fraudulentos no sistema informatizado da Secretaria de Estado da Segurança Pública. Nos registros, eram inseridas informações falsas sobre supostos roubos à mão armada, com restrição de liberdade dos motoristas.

O objetivo, segundo o Ministério Público, era dar aparência de legalidade ao desvio de mercadorias milionárias e garantir a continuidade do esquema mediante o pagamento de vantagens indevidas.

Na denúncia, os acusados respondem por crimes como integração de organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, peculato eletrônico e furto qualificado.

Além da responsabilização criminal, o Ministério Público pediu à Justiça a perda dos postos, patentes e funções públicas dos envolvidos. O órgão também requer a fixação de valor mínimo para reparação de danos materiais e indenização por danos morais coletivos de R$ 100 mil para cada denunciado.

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Redação Paiquerê FM News

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