5 segredos bizarros do Homem de Gelo que a ciência revelou

Descoberto por acaso nos Alpes em 1991, Ötzi, o Homem de Gelo, viveu há mais de 5 mil anos e se tornou uma das múmias mais estudadas do mundo. Exames modernos revelaram detalhes surpreendentes sobre sua saúde, sua morte, suas tatuagens e até parentes vivos nos dias de hoje

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Em 1991, um casal de alpinistas fazia trilha nos Alpes quando encontrou um corpo parcialmente congelado a mais de 3.200 metros de altitude. A princípio, tudo indicava que se tratava de um acidente recente. Mas a análise revelou algo muito maior: aquele homem havia morrido há cerca de 5.300 anos. Assim o mundo conheceu Ötzi, o Homem de Gelo, uma das descobertas arqueológicas mais impressionantes da história.

Preservado naturalmente pelo frio extremo, Ötzi permitiu aos cientistas acessar informações raríssimas sobre a vida na Idade do Cobre. E o que foi descoberto é, no mínimo, curioso.

Parentes vivos no século XXI
Análises genéticas realizadas em 2012 mostraram que a linhagem de Ötzi não desapareceu. Pesquisadores identificaram uma mutação rara do cromossomo Y, chamada G-L91, presente em pelo menos 19 homens que vivem atualmente na região do Tirol, na Áustria. O DNA também revelou ligações com populações do Oriente Médio, reforçando teorias sobre antigas migrações humanas ligadas à expansão da agricultura na Europa.

Uma saúde bastante comprometida
Apesar de relativamente jovem para os padrões atuais (cerca de 45 anos), Ötzi acumulava vários problemas de saúde. Ele sofria de arteriosclerose, cálculos biliares, dores articulares, doença de Lyme, vermes intestinais e problemas dentários severos. Altos níveis de arsênico no corpo indicam que ele provavelmente trabalhava com cobre. E o fim não foi tranquilo: exames revelaram uma flecha alojada no ombro e um forte trauma na cabeça, apontando para uma morte violenta.

Características físicas incomuns
O Homem de Gelo apresentava anomalias curiosas: ausência de dois dentes do siso, falta de um par de costelas e um espaçamento acentuado entre os dentes da frente. Há até hipóteses de que ele pudesse ser infértil, embora isso nunca tenha sido comprovado.

Tatuagens pré-históricas
Ötzi tinha mais de 50 tatuagens espalhadas pelo corpo. Diferente das atuais, elas eram feitas com pequenos cortes na pele, nos quais se esfregava carvão. O mais intrigante é que as marcas se concentram em regiões de dor crônica, como joelhos, tornozelos e costas, levando pesquisadores a acreditar que funcionavam como uma espécie de tratamento terapêutico primitivo, semelhante à acupuntura.

A última refeição antes da morte
O conteúdo do estômago de Ötzi revelou uma dieta rica em gordura e proteína, incluindo carne de íbex, uma cabra-selvagem alpina, além de grãos e plantas. A digestão indicou que ele havia se alimentado cerca de duas horas antes de morrer. Grãos de pólen encontrados no corpo também ajudaram a determinar a época da morte: primavera ou início do verão.

Atualmente, Ötzi está preservado e exposto no Museu de Arqueologia do Tirol do Sul, onde continua ajudando a ciência a desvendar os hábitos, doenças e desafios enfrentados pelos nossos antepassados. Mais do que uma múmia, o Homem de Gelo se tornou um verdadeiro arquivo vivo da pré-história.

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