A vida de Bubbles após a fama: o destino do chimpanzé de Michael Jackson
Bubbles, o chimpanzé que simbolizou as excentricidades de Michael Jackson nos anos 80, trocou a vida de celebridade pela tranquilidade de um santuário. Após se tornar um adulto forte e potencialmente agressivo para o convívio doméstico, ele foi transferido em 2005 para o Center for Great Apes, na Flórida. Hoje, aos 41 anos, Bubbles é um primata idoso que vive em um ambiente social adequado, longe dos holofotes, mas ainda sustentado financeiramente pelo espólio do Rei do Pop

A imagem de Bubbles usando roupas sob medida e acompanhando Michael Jackson em turnês mundiais faz parte do imaginário da cultura pop. Resgatado de um centro de pesquisas no Texas nos anos 80, o chimpanzé viveu uma rotina humanizada em Neverland, dormindo em berços e até aprendendo o passo de dança Moonwalk. No entanto, a biologia desses animais impõe um limite severo à domesticação: ao atingirem a maturidade sexual, por volta dos 6 a 8 anos, os chimpanzés tornam-se extremamente fortes e territorialistas.
A transição para o santuário
Percebendo que a segurança em sua mansão estava comprometida, Michael Jackson transferiu Bubbles para o cuidado de treinadores antes de enviá-lo permanentemente para o Center for Great Apes em 2005. No santuário, Bubbles passou por um processo de “ressocialização”, aprendendo a conviver com outros de sua espécie e a expressar comportamentos naturais que haviam sido suprimidos pela criação humana.
Atualmente, a rotina de Bubbles é pacata e adequada à sua idade avançada:
Interação Social: Ele lidera um grupo de chimpanzés e é conhecido por sua personalidade calma.
Habilidades Artísticas: Assim como fazia em Neverland, ele ainda se dedica à pintura, e suas obras ocasionalmente são vendidas para arrecadar fundos para o santuário.
Saúde: Pesando cerca de 77 quilos, ele recebe cuidados geriátricos constantes, financiados anualmente pelo espólio do cantor, que gasta cerca de US$ 25 mil por ano em sua manutenção.
Legado e Conscientização
O caso de Bubbles é frequentemente citado por primatologistas como um exemplo educativo sobre os riscos de manter animais selvagens como pets. A história mostra que, embora a afeição entre o cantor e o animal fosse real, a natureza selvagem do primata é incompatível com o estilo de vida humano. Recentemente, a produção da cinebiografia Michael (2025) reforçou essa ética ao optar por recriar Bubbles inteiramente via CGI (computação gráfica), evitando o uso de animais reais em sets de filmagem, uma prática que hoje é amplamente condenada pela indústria do entretenimento.

