Acusados e vítima prestam depoimento no julgamento do caso da soda cáustica em Jacarezinho
Primeiro dia do Tribunal do Júri foi marcado por versões divergentes sobre a motivação e o planejamento do ataque ocorrido em

O Tribunal do Júri de Jacarezinho ouviu, nesta segunda-feira (8), os depoimentos dos dois acusados e da vítima do ataque com soda cáustica registrado em 2024, no Norte Pioneiro do Paraná. Marlon Ferreira Lemes, ex-namorado de Isabelly Aparecida Moro, e Débora Aparecida Custódio Ferreira respondem por tentativa de feminicídio qualificado. Entre as agravantes apontadas pela investigação estão motivo torpe, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Durante o julgamento, Débora, que já havia admitido ter executado o ataque, afirmou ter sido pressionada por Marlon a cometer o crime. Já o réu negou qualquer participação como mandante e declarou que a então esposa teria agido por ciúmes após questioná-lo sobre uma possível reconciliação com Isabelly. Na época dos fatos, Marlon cumpria pena por roubo de celular.
Em seu depoimento, Isabelly afirmou que o relacionamento com Marlon havia terminado cerca de seis meses antes do atentado e disse não haver motivos para desconfianças ou ciúmes. O julgamento prossegue nesta terça-feira (9), com a apresentação das alegações do Ministério Público do Paraná e a continuidade dos trabalhos do Tribunal do Júri.
