Advogado é preso após quebrar porta de vidro da Central de Flagrantes de Londrina
Homem foi até a delegacia pedindo para ser preso, foi liberado por não haver mandado ou flagrante, mas retornou minutos depois e danificou a entrada da unidade

Um advogado foi preso em flagrante na noite desta segunda-feira (18) após quebrar uma porta de vidro da Central de Flagrantes de Londrina. De acordo com a Polícia Civil, ele havia comparecido à delegacia horas antes, por vontade própria, afirmando que queria ser preso e relatando suposta perseguição judicial.
Segundo o delegado Roberto Fernandes, o homem chegou à unidade dizendo que trataria de uma carta precatória relacionada ao município de Assaí. Durante o atendimento, porém, passou a falar sobre outros assuntos e insistiu para ser detido.
Ainda conforme a polícia, o advogado demonstrava insatisfação com decisões judiciais e órgãos de controle, além de afirmar que estaria sendo perseguido por desembargadores.
Diante do comportamento considerado alterado, a Polícia Civil chegou a avaliar a possibilidade de acionar atendimento médico, mas o homem recusou ajuda. Após consulta ao sistema, não foi localizado nenhum mandado de prisão contra ele. Como também não havia situação de flagrante naquele momento, o advogado foi liberado.
Cerca de 15 minutos depois, ele retornou à Central de Flagrantes com uma garrafa de vidro e a arremessou contra uma das portas da unidade, quebrando o vidro da entrada.
Com isso, o homem recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de dano ao patrimônio público. A pena prevista para esse tipo de crime pode variar de um a três anos de prisão.
A Polícia Civil informou que acionou a Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil e também um advogado próximo ao suspeito. Segundo o delegado, ambos permaneceram por horas tentando convencê-lo a pagar a fiança, mas ele se recusou.
O advogado segue detido até a audiência de custódia. A expectativa da Polícia Civil é de que ele seja liberado após avaliação judicial. O caso permanece em acompanhamento pelas autoridades.

