Advogado suspeito de matar médica em Maringá presta depoimento e opta por ficar em silêncio

Após receber alta hospitalar e ter a prisão preventiva decretada, o investigado compareceu à Delegacia da Mulher acompanhado de escolta policial, mas preferiu não responder aos questionamentos sobre o crime que vitimou sua esposa no início de setembro.

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Foto: Plantão Maringá

As investigações em torno do assassinato da médica Gassí Paola de Souza Mazia, de 37 anos, tiveram um novo desdobramento nesta terça-feira (15). O principal suspeito do crime, o advogado João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, foi formalmente apresentado à Delegacia da Mulher em Maringá para prestar depoimento sobre os fatos que chocaram a região.

O interrogatório ocorreu após o acusado receber alta médica. Ele estava internado sob escolta policial no Hospital Universitário de Maringá desde o dia do crime, quando foi localizado com ferimentos no município vizinho de Mandaguari.

Diante da autoridade policial encarregada do caso, o suspeito optou por exercer o seu direito constitucional e permaneceu em silêncio. Com a alta oficializada, ele teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça e permanece recluso, à disposição do Poder Judiciário.

O crime que vitimou a médica aconteceu no dia 5 de setembro, dentro do apartamento onde o casal residia, situado na Zona 2 de Maringá. A vítima foi encontrada sem vida, apresentando graves lesões provocadas por golpes de faca.

No momento em que o homicídio ocorreu, o filho do casal, um bebê de apenas oito meses de idade, estava dentro do imóvel. A presença da criança no local intensificou a comoção pública em torno da tragédia e reforçou a gravidade das circunstâncias apuradas pelas autoridades.

Após deixar o apartamento logo após o ato violento, o advogado fugiu em direção a Mandaguari. Naquela localidade, ele buscou abrigo na casa de um familiar e, conforme o relato anexado aos autos da investigação, confessou informalmente que havia entrado em luta corporal e tirado a vida de Gassí.

A Polícia Civil foi acionada imediatamente após a confissão informal, o que viabilizou a localização rápida e a captura do suspeito ainda nos primeiros momentos após o crime. Desde então, o inquérito passou a tramitar oficialmente sob a tipificação de feminicídio.

Enquanto o inquérito policial prossegue, o Conselho Regional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também adotou medidas administrativas rigorosas. O registro profissional do investigado foi suspenso preventivamente pelo prazo inicial de 90 dias.

As equipes da Polícia Civil e da perícia técnica continuam analisando os vestígios recolhidos no apartamento, que exibia marcas de sangue em vários cômodos. O objetivo agora é esgotar as diligências para elucidar a dinâmica completa e a motivação do crime.

Com informações do Plantão Maringá

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Redação Paiquerê FM News

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