Agentes terceirizados da Polícia Penal são presos por esquema de celulares e drogas em presídio do Paraná
Investigação aponta cobrança de até R$ 80 mil para entrada de aparelhos na Casa de Custódia de São José dos Pinhais

Três agentes terceirizados da Polícia Penal do Paraná foram presos nesta quarta-feira (20) suspeitos de integrar um esquema de entrada de celulares e drogas na Casa de Custódia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo as investigações, cada aparelho celular levado para dentro da unidade prisional custava, em média, R$ 50 mil. Em um dos casos identificados pela polícia, um único aparelho teria sido negociado por R$ 80 mil. Ao todo, oito pessoas foram presas durante a operação conjunta da Polícia Civil do Paraná e da Polícia Penal. Além dos agentes terceirizados, foram detidos suspeitos ligados à organização criminosa, incluindo presos e pessoas que atuavam fora do sistema prisional.
As investigações começaram após a apreensão de um celular dentro da unidade no fim de 2024. Durante a perícia no aparelho, a polícia encontrou mensagens e áudios que ajudaram a identificar o esquema criminoso. Segundo a polícia, um detento condenado a mais de 80 anos por tráfico internacional de drogas seria o líder da organização e comandava as operações de dentro do presídio. A operação cumpriu nove mandados de prisão preventiva, nove de busca e apreensão e 12 ordens judiciais de sequestro de bens em cidades como Curitiba, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Piraquara e Balneário Camboriú.
Durante as ações, foram apreendidos coletes balísticos, rádios comunicadores e uma arma de fogo. De acordo com as investigações, os suspeitos apresentavam padrão de vida incompatível com os salários recebidos. Os três agentes presos já haviam sido afastados das funções anteriormente.Os suspeitos podem responder por corrupção ativa e passiva, inserção de aparelho celular em estabelecimento prisional, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

