Agronegócio do Paraná inicia 2026 com preços em queda e produção em alta
Boletim do Deral aponta alimentos mais baratos, recorde na suinocultura e bom ritmo nas lavouras

O agronegócio paranaense abre 2026 com indicadores positivos de produção e abastecimento favorável ao consumidor. O Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (8) pelo Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, destaca a queda nos preços dos hortigranjeiros, resultado da sazonalidade e do planejamento da oferta no período pós-festas.
Dados da Ceasa Paraná mostram que, entre 2025 e 2024, 22 dos 30 principais itens tiveram redução no atacado. Entre as maiores quedas estão batata (-50,1%), cebola (-49,9%), beterraba (-45,8%) e cenoura (-37,3%). Frutas como abacaxi e laranja também ficaram mais acessíveis. O cenário beneficia o consumo, ao mesmo tempo em que reforça a importância da gestão da oferta para a sustentabilidade do produtor.
Suínos em recorde
A suinocultura encerrou 2025 no melhor patamar da série histórica. O Paraná exportou 236 mil toneladas de carne suína, gerando US$ 597 milhões — maior resultado desde 1997. A participação do Estado nas exportações nacionais subiu de 14% para 16%, mantendo-o como terceiro maior exportador do país. As Filipinas assumiram a liderança entre os compradores, com avanço também de mercados da América do Sul e do Sudeste Asiático.
Milho avança
No milho, a segunda safra começa pontualmente no Sudoeste após a colheita do feijão. A área prevista é de 2,84 milhões de hectares, 1% acima da safra anterior, sujeita a ajustes conforme o avanço da soja. Na primeira safra, 93% das lavouras estão em boas condições. Com 339 mil hectares, a projeção é de 3,47 milhões de toneladas, reforçando o grão como base para a alimentação animal e para as cadeias agroindustriais do Estado.

