Alguns sobrenomes indicavam profissões (como “Ferreira” ou “Pereira”), enquanto outros destacavam características físicas, origem geográfica ou filiação familiar. Estudos do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa apontam que, em sociedades medievais, os nomes eram usados para reforçar laços de pertencimento e linhagem, símbolos de poder e continuidade familiar. Um símbolo da identidade brasileira Com o passar dos séculos, “Silva” deixou de ser apenas um nome e se tornou um símbolo da miscigenação e da herança cultural do Brasil. Ele une histórias de colonos portugueses, indígenas, africanos escravizados e seus descendentes, um mosaico humano que formou o país moderno. O IBGE pretende atualizar o levantamento periodicamente, permitindo observar como os sobrenomes evoluem com o tempo e como novos nomes surgem na era digital, por influência da globalização.

Um levantamento inédito do IBGE revelou que “Silva” é o sobrenome mais popular do país, presente em mais de 34 milhões de registros civis. A origem do nome remonta à Roma Antiga e sua expansão está ligada à colonização portuguesa e à miscigenação que moldou a identidade brasileira

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou um levantamento inédito sobre os sobrenomes mais comuns do país — e confirmou o que muitos brasileiros já suspeitavam: “Silva” reina absoluto nas certidões de nascimento. São 34 milhões de pessoas com esse nome, o equivalente a 16,76% da população.

Os dados fazem parte do projeto “Nomes no Brasil”, baseado no Censo Demográfico de 2022, que analisou cerca de 200 mil sobrenomes diferentes em todo o território nacional. Em seguida, aparecem Santos (21,3 milhões), Oliveira, Souza e Pereira, completando o “top 5” da herança onomástica brasileira.

📍 Onde vivem os Silvas
De acordo com o IBGE, o sobrenome é mais frequente nas regiões Nordeste e Sudeste, com destaque para Alagoas (35,75%) e Pernambuco (34,23%). A cidade com maior concentração é Belém de Maria (PE), onde 63,9% dos moradores carregam o nome — ou seja, quase três a cada cinco habitantes são “Silva”.

🇵🇹 Raízes portuguesas — e mais antigas ainda
A palavra “Silva” vem do latim e significa “floresta” ou “selva”. Na Roma Antiga, era usada para identificar pessoas originárias de regiões arborizadas. O nome ressurgiu na Idade Média, principalmente em Portugal e na Espanha, e chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses no século XVI.

Muitos imigrantes lusos adotavam o sobrenome ao chegar ao país — às vezes, como forma de integração ou anonimato. Além disso, pessoas escravizadas recebiam frequentemente o sobrenome de seus senhores, formando expressões como “da Silva”, o que ampliou ainda mais a sua presença nas famílias brasileiras.

📖 De símbolo de origem a símbolo de identidade
Com o passar dos séculos, “Silva” deixou de indicar apenas uma origem geográfica para se transformar em um símbolo de miscigenação e pertencimento. Ele une heranças portuguesas, indígenas e africanas, compondo um retrato da pluralidade brasileira.

A historiadora Rosana Coelho de Alvarenga e Melo, da UFMG, explica que sobrenomes como “Silva” servem para “preservar laços familiares, indicar origem e, em muitos casos, reafirmar a identidade coletiva de um povo”.

🌍 Um nome que ultrapassou fronteiras
Hoje, “Silva” também é comum em Portugal, Angola, Moçambique e Cabo Verde, além de registros na Itália e na Espanha. É, portanto, um dos sobrenomes mais difundidos do mundo lusófono — e, no Brasil, um verdadeiro patrimônio cultural.

Como resume o próprio IBGE, “mais do que um nome, Silva é um espelho da história e da diversidade do Brasil — uma floresta de origens que continua crescendo geração após geração”.

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