Alta do petróleo dispara alerta nos mercados e pressiona inflação global
Barril se aproxima de US$ 120 após tensões no Oriente Médio e provoca queda em bolsas internacionais

A forte alta no preço do petróleo acendeu o sinal de alerta nos mercados financeiros globais nesta segunda-feira (9). A cotação do barril, que antes do conflito no Oriente Médio girava em torno de US$ 73, saltou para quase US$ 120 no último fim de semana — nível que não era ultrapassado desde 2002. A reação foi imediata: o índice VIX, conhecido como “termômetro do medo” de Wall Street, registrou forte alta, enquanto bolsas asiáticas fecharam em queda, com destaque para o índice Kospi, da Coreia do Sul, que chegou a interromper as negociações após despencar mais de 8%.
A elevação do preço do petróleo também traz reflexos diretos para a inflação mundial. Como a commodity influencia diversos setores da economia — do transporte à produção agrícola — o aumento tende a pressionar preços. Segundo especialistas, cada alta de 1% na gasolina pode acrescentar cerca de 0,05 ponto percentual ao IPCA, índice que mede a inflação oficial no Brasil.
O cenário também pode impactar decisões de política monetária. Com a inflação pressionada, bancos centrais podem adiar cortes nas taxas de juros, incluindo a taxa Selic no Brasil. Além disso, a disparada do petróleo aumenta a pressão sobre a Petrobras para possíveis reajustes nos combustíveis, já que a diferença entre os preços internos e o mercado internacional voltou a crescer. Com informações Portal Metropoles

