Animais machucados são resgatados em ação contra rinha de galos em Londrina
Segundo a Polícia Civil, o objetivo da investigação é identificar não apenas quem organiza o esquema, mas também possíveis participantes e apostadores

Uma ação da Polícia Civil do Paraná realizada na manhã desta segunda-feira (2) encontrou animais em situação de maus-tratos em uma propriedade no Jardim Santo André, na zona norte de Londrina. No local, segundo a investigação, funcionava uma rinha de galos. A operação ocorreu após denúncia recebida pelo vereador Deivid Wisley, que acompanhou a equipe policial até o endereço indicado. Quando os agentes chegaram, não havia pessoas na propriedade, apenas os animais.
Estrutura já havia sido interditada
De acordo com a polícia, o espaço já tinha sido interditado em novembro de 2025. No entanto, a estrutura foi reativada pouco tempo depois e a prática ilegal retomada. No local, foram encontrados cerca de 15 galos, além de cachorros e porcos, todos em condições consideradas inadequadas. Alguns galos apresentavam ferimentos graves e sinais de que haviam participado recentemente de brigas. Segundo relato das equipes, os animais aparentavam falta de alimentação e água. A Secretaria Municipal do Ambiente (SEMA) esteve na propriedade e iniciou o resgate. Parte dos animais foi encaminhada ao Hospital Veterinário Municipal, enquanto outros deverão ser destinados a propriedades rurais da região ou disponibilizados para adoção.
Indícios de outros crimes
O delegado João Reis, que acompanhou a operação, informou que também foram identificadas ligações irregulares de energia elétrica e indícios de furto de água no local. A polícia apura ainda a possível prática de associação criminosa e suspeita de lavagem de dinheiro relacionada às apostas realizadas nas rinhas. Segundo o delegado, o objetivo da investigação é identificar não apenas quem organiza o esquema, mas também possíveis participantes e apostadores. A Polícia Civil segue com as investigações para responsabilizar os envolvidos. A prática de rinha de galos é crime ambiental, prevista na legislação brasileira, e pode resultar em multa e prisão.

