Após seis adiamentos, júri do caso Eduarda Shigematsu é marcado pela sétima vez para junho de 2026

Segundo a defesa, tanto Rolândia quanto Londrina estariam diretamente impactadas pelo caso, o que poderia influenciar o julgamento. O pedido para que o júri fosse realizado em Maringá foi aceito pela Justiça

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Foto: Reprodução

Pela sétima vez, o Tribunal do Júri que vai julgar Ricardo Seidi e Terezinha de Jesus, acusados pela morte da menina Eduarda Shigematsu, teve nova data definida. O julgamento foi remarcado para o dia 23 de junho de 2026, às 8h30, na cidade de Maringá, no norte do Paraná. O caso, que se arrasta desde 2019, já passou por seis adiamentos, incluindo duas mudanças de comarca. Inicialmente, o júri ocorreria em Rolândia, cidade onde o crime aconteceu. Posteriormente, foi transferido para Londrina e, agora, para Maringá. As mudanças ocorreram após pedidos da defesa, que alega que a comoção popular nas cidades anteriores poderia comprometer a imparcialidade dos jurados. Segundo a defesa, tanto Rolândia quanto Londrina estariam diretamente impactadas pelo caso, o que poderia influenciar o julgamento. O pedido para que o júri fosse realizado em Maringá foi aceito pela Justiça.

O caso

Eduarda Shigematsu tinha 11 anos quando morreu, em abril de 2019. Ela foi vista com vida pela última vez no dia 24 de abril de 2019. Cerca de uma hora e meia depois, imagens e testemunhos indicam que o pai, Ricardo Seidi, teria sido visto saindo de carro da casa onde morava com a menina. No dia 28 de abril de 2019, o corpo de Eduarda foi encontrado enterrado nos fundos de um imóvel pertencente à família, em Rolândia. Laudos do Instituto Médico-Legal (IML) apontaram que a causa da morte foi esganadura.

Acusações

Ricardo Seidi está preso desde 30 de abril de 2019. Ele responde por homicídio triplamente qualificado, além de ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Durante todo o processo, ele nega ter matado a filha. Em depoimento, afirmou que encontrou Eduarda morta, alegou suicídio e disse que, em desespero, decidiu enterrar o corpo. A avó da menina, Terezinha de Jesus, é acusada de ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Ela chegou a ser presa durante as investigações, mas atualmente responde ao processo em liberdade. O Ministério Público sustenta que ela teve envolvimento no crime, o que é negado pela defesa. Após anos de adiamentos, a expectativa é de que o julgamento finalmente seja realizado em 2026, colocando um ponto final em um dos casos mais marcantes e comoventes da região norte do Paraná.

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Redação Paiquerê FM News

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