Arábia Saudita recua em megaprojeto futurista e avalia transformar The Line em centro de dados

O governo da Arábia Saudita reconheceu que o custo do projeto The Line, idealizado como uma megacidade futurista no deserto, tornou-se inviável. Diante disso, autoridades estudam redirecionar parte da estrutura para a criação de um grande centro de dados, alinhado às novas prioridades econômicas do país

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A Arábia Saudita começou a rever um de seus projetos mais ambiciosos da última década. O plano de construir o The Line, uma megacidade futurista em pleno deserto, está sendo reduzido após autoridades reconhecerem que os custos ultrapassaram os limites considerados viáveis.

Idealizado como parte do megacomplexo NEOM, The Line previa uma cidade linear de aproximadamente 170 quilômetros de extensão, sem carros, ruas ou emissões de carbono. O projeto prometia abrigar milhões de moradores em uma estrutura espelhada, altamente conectada por tecnologia e inteligência artificial. Apesar do apelo futurista, a execução prática se mostrou muito mais complexa e cara do que o previsto.

Relatórios internos e análises recentes apontam que manter o projeto como uma cidade totalmente habitável exigiria investimentos adicionais de centenas de bilhões de dólares. Diante desse cenário, o governo saudita passou a adotar uma postura mais pragmática e avalia novos usos para a infraestrutura já iniciada.

A principal alternativa em estudo é transformar parte do empreendimento em um grande centro de dados. A proposta foca em infraestrutura digital, processamento de dados e inteligência artificial, setores considerados estratégicos para o futuro econômico do país. A localização de NEOM, próxima ao mar, favorece soluções de resfriamento mais eficientes e a implantação de sistemas energéticos em larga escala, fatores essenciais para esse tipo de operação.

A mudança também reduz riscos financeiros e pode gerar retorno mais rápido do que a construção de uma cidade do zero em uma região desértica. Com isso, a Arábia Saudita espera atrair empresas de tecnologia e investidores internacionais interessados em operações de grande escala.

A revisão do projeto representa um ajuste relevante dentro da estratégia Vision 2030, liderada pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. O plano continua com o objetivo de diversificar a economia e reduzir a dependência do petróleo, agora com metas consideradas mais alinhadas à realidade econômica e financeira do país.

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