Arqueólogos encontram vinho de 2.200 anos em tumbas da China
Pesquisadores descobriram uma bebida alcoólica com mais de dois mil anos em uma tumba da Dinastia Qin. O líquido, semelhante ao vinho de arroz, ajuda a entender hábitos culturais da China antiga

Arqueólogos encontraram uma bebida alcoólica com cerca de 2.200 anos durante escavações na província de Shaanxi, na China. O achado foi feito em tumbas da Dinastia Qin, período marcante da história chinesa.
Dentro de uma chaleira de bronze, os pesquisadores localizaram entre 280 e 300 ml de um líquido branco e turvo, identificado como uma bebida alcoólica semelhante ao tradicional vinho de arroz amarelo, ainda consumido atualmente.
A chaleira do soldado
O recipiente foi encontrado ao lado de uma espada de bronze, o que indica que a tumba provavelmente pertencia a um soldado. O detalhe chamou atenção dos especialistas, já que sugere que o consumo de bebidas alcoólicas não estava restrito apenas à elite da época.
Ao todo, cerca de 260 artefatos foram encontrados no local, muitos deles ligados a rituais funerários, indicando que a bebida fazia parte de oferendas aos mortos.
O que havia na bebida
Análises laboratoriais revelaram que o líquido continha aminoácidos, pequenas quantidades de proteínas e ácidos graxos, composição semelhante à de bebidas fermentadas modernas.
Isso indica que o sabor poderia não ser tão diferente do vinho de arroz consumido hoje — apesar do tempo impressionante.
Não é o mais antigo do mundo
Apesar da descoberta surpreendente, esse não é o vinho mais antigo já registrado. O título pertence a uma bebida fermentada de cerca de 9.000 anos, também encontrada na China.
Já a garrafa de vinho mais antiga preservada é a Speyer Wine Bottle, descoberta na Alemanha em 1867, com aproximadamente 1.700 anos.
Um brinde ao passado
O diferencial do achado em Shaanxi é que o líquido ainda estava preservado dentro de um recipiente original, algo extremamente raro na arqueologia.
A descoberta reforça que o consumo de bebidas alcoólicas fazia parte do cotidiano e dos rituais na China antiga, ajudando cientistas a compreender melhor os hábitos culturais de civilizações que viveram há milênios.

