AVCs graves podem aumentar em até 5 vezes o risco de demência, aponta estudo

Pesquisa com mais de 42 mil pessoas mostra que sobreviventes de AVC apresentam declínio cognitivo acelerado, especialmente nos casos mais severos

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Foto: Banco de imagens

Um estudo recente trouxe um alerta importante sobre os impactos do Acidente Vascular Cerebral na saúde cerebral ao longo dos anos. De acordo com a pesquisa, pessoas que sofreram AVCs mais graves podem ter até cinco vezes mais chances de desenvolver demência na velhice.

A análise acompanhou mais de 42 mil adultos com 45 anos ou mais por até três décadas. Os dados indicam que quanto maior a gravidade do AVC, maior também o risco de declínio cognitivo progressivo. Enquanto casos leves dobram a probabilidade de demência, quadros moderados triplicam esse risco, chegando a quintuplicar nos episódios mais severos.

Os pesquisadores observaram que sobreviventes da condição apresentam uma perda mais acelerada de funções como memória e raciocínio, em comparação com pessoas que nunca tiveram AVC. Isso ocorre, principalmente, devido aos danos estruturais no cérebro e à redução da chamada “reserva cognitiva”, que dificulta a capacidade de compensar os efeitos do envelhecimento.

Além disso, fatores como inflamação crônica, problemas vasculares, níveis elevados de glicose e doenças neurodegenerativas também contribuem para o agravamento do quadro. Especialistas reforçam que a melhor forma de evitar a demência associada ao AVC é prevenir novos episódios, mantendo o controle da pressão arterial, do colesterol e da glicemia.

Os resultados reforçam a importância do acompanhamento contínuo da saúde de quem já sofreu AVC, principalmente nos casos mais graves, para reduzir riscos e preservar a qualidade de vida ao longo dos anos.

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