Bia Miranda denuncia agressão de Gato Preto e psicólogo alerta: “Relação marcada por dependência emocional”

Após acusação de agressão física, especialista analisa o padrão tóxico e os riscos de um relacionamento iô-iô, destacando a importância de romper o ciclo e buscar ajuda

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Foto: Reprodução

A influenciadora Bia Miranda denunciou nesta quarta-feira (11) o agora ex-namorado, Gato Preto, por agressão física. Em um vídeo gravado e posteriormente deletado, Bia afirmou que foi agredida com um soco no rosto e disse que estava chamando a polícia: “Ele acabou de me bater. Me deu um murro na cara. Estou chamando a polícia agora. Ridículo.”

O caso reacendeu o debate sobre relacionamentos tóxicos e abusivos, especialmente os marcados por idas e vindas constantes. O psicólogo Alexander Bez analisou a dinâmica do casal e chamou atenção para sinais claros de dependência emocional.

“Muitos ainda se perguntam por que uma pessoa não consegue sair de um relacionamento tóxico. A resposta, frequentemente, está relacionada à dependência emocional. O cérebro passa a interpretar essa presença como essencial à sobrevivência emocional, mesmo diante da dor”, explica o especialista.

Bez compara a toxicidade em uma relação a fumar mil cigarros por dia:

“É uma ilusão acreditar que um vínculo possa ser, ao mesmo tempo, fonte de conforto e de sofrimento profundo. Esse ciclo vicioso mantém a pessoa presa, reforçando o vínculo com o sofrimento a cada recaída.”

De tóxico a criminoso

Caso a agressão relatada por Bia seja confirmada, o caso ultrapassa os limites do emocional e configura uma relação abusiva e criminosa.

“Relacionamentos tóxicos envolvem manipulações e instabilidades. Mas quando há agressão física, trata-se de abuso — e isso é crime”, afirma Bez.

Como romper o ciclo?

Para sair de uma relação desse tipo, o primeiro passo é a consciência. Segundo o psicólogo, é preciso reconhecer o padrão, reconstruir a autoestima e se afastar não só da pessoa agressora, mas também de ambientes e laços que reforçam essa ligação.

“A mulher precisa se redescobrir. Retomar sua vida, seus projetos, se reconectar consigo mesma. Hoje, felizmente, existem meios legais, redes de apoio e acesso à informação. Sair desse ciclo é um ato de coragem e, acima de tudo, de amor-próprio.”

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