Bill Gates defende substituição da carne bovina por proteínas artificiais para reduzir impactos climáticos
Bilionário afirma que a pecuária tradicional não é compatível com os desafios ambientais futuros e aposta em carnes vegetais e proteínas artificiais como alternativa sustentável

O futuro da alimentação voltou ao centro do debate global após declarações de Bill Gates, que defendeu a substituição gradual da carne bovina tradicional por proteínas artificiais e produtos de origem vegetal. Um dos maiores proprietários de terras dos Estados Unidos, o empresário argumenta que o atual modelo de produção de carne não é compatível com os desafios ambientais das próximas décadas, especialmente em países com alto consumo de proteína animal.
Segundo Gates, o principal problema ambiental da pecuária bovina é a emissão de metano, gás liberado durante o processo digestivo do gado e que possui potencial de aquecimento global muito superior ao do dióxido de carbono no curto prazo. Estimativas indicam que o rebanho bovino responde por uma parcela significativa das emissões globais desse gás. Para o bilionário, reduzir o consumo de carne tradicional seria uma maneira direta de diminuir esses impactos sem depender apenas de soluções de longo prazo.
Como alternativa, Gates aposta em carnes produzidas a partir de proteínas vegetais ou por processos industriais que reproduzem sabor, textura e aparência da carne bovina. Ele é investidor de empresas como Impossible Foods e Beyond Meat, referências no mercado de substitutos da carne. Esses produtos utilizam ingredientes como soja e óleos vegetais, prometendo menor uso de terra, água e uma pegada de carbono reduzida.
Além da questão climática, Gates afirma que as alternativas à carne bovina podem trazer benefícios adicionais, como menor pressão sobre áreas agrícolas e florestais, avanços no bem-estar animal e ganhos nutricionais, incluindo menor teor de gordura saturada e ausência de colesterol em alguns produtos.
As declarações, no entanto, geram controvérsia em países onde a pecuária tem papel central na economia, como o Brasil. Produtores e especialistas defendem que o setor vem avançando em práticas sustentáveis, como integração lavoura-pecuária, recuperação de pastagens e redução das emissões por quilo produzido. Para esse grupo, o caminho estaria na modernização da atividade, e não na substituição total da carne bovina.
O posicionamento de Bill Gates reforça que a produção de carne está sob crescente escrutínio global. Entre inovação tecnológica e a defesa de modelos sustentáveis, o debate sobre o futuro da proteína animal tende a se intensificar e a influenciar decisões econômicas, ambientais e alimentares nas próximas décadas.
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