Bolas laranjas na rede elétrica: entenda para que servem essas esferas nos fios de alta tensão
Frequentemente vistas em cabos de alta tensão, as esferas laranjas são chamadas de marcadores de visibilidade ou sinalizadores de linha. Ao contrário do que muitos pensam, sua função não está ligada ao funcionamento elétrico da rede, mas sim à segurança da aviação, servindo como alertas visuais para pilotos de aeronaves que voam em baixas altitudes

Se você já viajou por rodovias ou passou perto de grandes torres de transmissão, certamente notou a presença de esferas de cor laranja vibrante presas aos fios mais altos. Embora sua aparência remeta a bolas de basquete, esses objetos são componentes técnicos essenciais para a segurança aérea e a preservação da infraestrutura elétrica.
Por que laranjas?
Conhecidas tecnicamente como marcadores de visibilidade, essas esferas são fabricadas em fibra de vidro ou plástico de alta resistência e pintadas com cores de alto contraste, sendo o Laranja Internacional a cor padrão.
O objetivo principal é tornar os fios de alta tensão — que são finos e quase invisíveis para quem está no ar — perceptíveis para pilotos de:
Helicópteros;
Aviões agrícolas;
Aeronaves de resgate ou manutenção.
Onde são instaladas?
A instalação dessas esferas não é aleatória. Elas são obrigatórias em locais estratégicos conforme normas internacionais de aviação, como:
Próximo a aeroportos e helipontos: Áreas onde as aeronaves realizam pousos e decolagens.
Travessias de vales e rios: Onde os fios costumam ficar muito distantes do solo, representando um risco maior de colisão.
Cruzamentos de rodovias: Para garantir a visibilidade em áreas de grande circulação.
Curiosidade: Elas pesam muito?
Apesar de parecerem pesadas, essas esferas são ocas e leves, projetadas para não sobrecarregar os cabos condutores. Além disso, possuem pequenos furos para permitir a drenagem de água da chuva e evitar o acúmulo de sujeira.
Graças a esses sinalizadores, o número de acidentes envolvendo colisões de aeronaves com redes elétricas é drasticamente reduzido, protegendo não apenas a vida dos tripulantes, mas também evitando apagões e danos caros à rede de energia.

