Café feito com fezes de civeta pode custar R$ 400 a xícara — entenda o que o torna tão raro
Conhecido como o café mais caro do mundo, o kopi luwak é produzido a partir de grãos ingeridos e excretados por um pequeno mamífero asiático chamado civeta. Um estudo recente analisou o processo químico que dá à bebida seu sabor único — e controverso

Pode parecer improvável, mas uma das bebidas mais caras do mundo passa primeiro pelo sistema digestivo de um animal. O café de civeta, também conhecido como kopi luwak, pode custar até R$ 400 por xícara em cafeterias de luxo da Ásia e da Europa.
O segredo (ou curiosidade) está na origem dos grãos. A civeta asiática, um pequeno mamífero semelhante a um gato, alimenta-se de frutos maduros de café. Durante o processo digestivo, os grãos sofrem uma fermentação natural causada por enzimas no estômago do animal, alterando sua composição química. Depois de excretados, os grãos são lavados, torrados e moídos, dando origem à bebida que desperta fascínio — e polêmica — no mundo todo.
Pesquisadores do Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentação da Indonésia analisaram o fenômeno e descobriram que o processo digestivo da civeta reduz a acidez e aumenta compostos aromáticos, conferindo ao café um sabor mais suave, com notas de chocolate e terra úmida. Esse perfil sensorial raro explica parte do preço elevado.
Mas o luxo tem um custo ético. Críticas de organizações de defesa animal denunciam que, em muitos locais, civetas são mantidas em cativeiro e alimentadas exclusivamente com café, o que compromete seu bem-estar. Especialistas defendem que apenas o kopi luwak coletado de forma natural — de fezes encontradas na floresta — deve ser considerado autêntico.
Produzido principalmente na Indonésia, Filipinas e Vietnã, o café de civeta divide opiniões, mas continua sendo símbolo de exclusividade. Para alguns, é o auge da sofisticação; para outros, apenas uma extravagância curiosa.
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