Caminhonete usada por suspeito de desaparecimento de primas pode estar fora do país
Polícia Civil afirma que veículo foi ocultado nos primeiros dias após o crime; principal linha de investigação é duplo homicídio

A Polícia Civil informou que a caminhonete usada por Clayton Antonio da Silva Cruz no dia do desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida foi escondida por ele nos três primeiros dias após o crime. A informação foi repassada pelo delegado Luis Fernando Alves Silva durante entrevista coletiva nesta terça-feira (16). Segundo a investigação, o veículo pode, inclusive, ter sido levado para outro país.
Imagens de câmeras de segurança mostram as jovens deixando Cianorte, no noroeste do Paraná, na noite de 20 de abril, dentro da caminhonete conduzida por Clayton. Na madrugada do dia 21, as primas foram vistas pela última vez em uma boate de Paranavaí e, desde então, não fizeram mais contato com os familiares. Clayton chegou a retornar a Cianorte dias depois, mas sem o veículo, e está foragido desde 29 de abril, quando teve a prisão preventiva decretada.
As investigações seguem sob sigilo e são tratadas como prioridade pela Polícia Civil, que mantém contato com autoridades nacionais e internacionais para tentar localizar o suspeito. Na segunda-feira (15), novas buscas foram realizadas na área rural de Paraíso do Norte, a cerca de 32 quilômetros de Paranavaí, após denúncias anônimas e cruzamento de informações. Pelo tempo de desaparecimento e pela dinâmica apurada até agora, a principal hipótese investigada é de duplo homicídio, com possibilidade de reconhecimento de feminicídio conforme a motivação do crime.
