Carro é um abrigo seguro contra raios? Entenda a ciência por trás dessa escolha

Durante uma tempestade, buscar abrigo dentro de um veículo com estrutura metálica fechada é uma alternativa eficaz caso não haja uma construção de alvenaria por perto. A segurança ocorre devido ao princípio físico da "Gaiola de Faraday", que faz com que a corrente elétrica do raio seja dissipada pela lataria externa, mantendo o interior protegido. No entanto, é fundamental seguir recomendações específicas, como não tocar nas partes internas do automóvel, além de compreender que, ao contrário do mito popular, os pneus não são os responsáveis por essa proteção

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A cena é um clássico do cinema de suspense: no filme Premonição (2000), o protagonista alerta uma amiga para não se mover dentro de um carro atingido por um fio de alta tensão, alegando que ela estaria “aterrada pelos pneus”. Ela obedece e escapa da eletrocussão. A conclusão da cena é verdadeira e um carro é, de fato, um lugar relativamente seguro para se abrigar contra raios. Porém, a ciência por trás desse improviso vai muito além da borracha das rodas.

A ciência da “Gaiola de Faraday” Embora a opção definitiva de segurança seja sempre buscar o interior de uma edificação de alvenaria, uma pessoa exposta à tempestade tem no carro uma excelente rota de fuga.

A proteção acontece devido a um conceito chamado “gaiola de Faraday”. Quando um raio atinge um carro com teto rígido e estrutura metálica fechada, a corrente elétrica não atravessa o habitáculo. Em vez disso, ela é transmitida e distribuída pela carcaça metálica externa até chegar ao solo. O campo elétrico dentro dessa estrutura torna-se praticamente nulo, preservando a vida dos ocupantes.

Regras de segurança e o mito da borracha Para garantir que esse “escudo” físico funcione corretamente durante as chuvas fortes, é necessário seguir diretrizes importantes de segurança e deixar de lado algumas velhas crenças:

  • Evite contato interno: É proibido tocar nas partes internas do veículo que possam conduzir eletricidade, como maçanetas, volante, câmbio e equipamentos conectados. O ideal é manter o carro desligado e as mãos no colo.

  • Atenção às janelas: Elas devem permanecer totalmente fechadas. No entanto, se o veículo já estiver eletrificado por um agente externo, não tente tocá-las para fechar.

  • Restrições de modelos: A proteção só é válida para carros inteiramente fechados de metal. Conversíveis, veículos com teto de tecido, motos, bicicletas, quadriciclos e carrinhos de golfe não são seguros.

  • O mito dos pneus: Ao contrário da fala do personagem na ficção, a borracha dos pneus não fornece a proteção contra o raio. Apesar de ser um isolante térmico, a espessura da borracha é fina demais para absorver uma descarga elétrica de tamanha magnitude. O que realmente salva vidas é o revestimento de metal.

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