CBF aprova novas regras para competições nacionais

Mudanças entram nas principais competições para reduzir paralisações e aumentar tempo de bola rolando

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Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou nesta segunda-feira (10) um conjunto de mudanças nas regras de arbitragem que será adotado nas competições nacionais. A decisão foi tomada durante uma reunião com representantes dos clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, realizada em um hotel na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

As novas normas passam a valer imediatamente e serão aplicadas nas Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro masculino, na Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino e também na Copa do Brasil.

As alterações seguem as determinações da International Football Association Board (IFAB), órgão responsável pela criação e atualização das regras do futebol. Algumas das medidas já foram utilizadas em competições internacionais, incluindo a última Copa do Mundo.

A principal finalidade das mudanças é diminuir o tempo perdido durante as partidas e aumentar o período em que a bola permanece em jogo. A Fifa estabeleceu como referência a marca de pelo menos 60 minutos de bola rolando por partida. Antes da pausa para a Copa do Mundo, os jogos da Série A do Campeonato Brasileiro registravam, em média, 52 minutos e 54 segundos de bola em movimento.

O número ainda está abaixo do registrado pelas principais ligas europeias. França e Alemanha, por exemplo, apresentavam média de 56 minutos e 17 segundos de bola rolando por partida.

De acordo com um estudo realizado pela CBF em parceria com a empresa de dados Opta, a aplicação das novas regras pode acrescentar, em média, 5 minutos e 49 segundos de bola em jogo. Em determinadas partidas, o ganho poderá chegar a 6 minutos e 22 segundos.

As dez mudanças anunciadas pela CBF são:

  1. Goleiro terá oito segundos para repor a bola
  2. Cinco segundos para cobrar lateral
  3. Cinco segundos para o tiro de meta
  4. Dez segundos para sair em uma substituição
  5. Um minuto fora após atendimento médico
  6. Procedimento específico para atendimento de goleiros
  7. Somente o capitão poderá falar com o árbitro
  8. “Protocolo Vini Jr.”: cobrir intencionalmente a boca durante uma discussão com um adversário para impedir a leitura labial poderá resultar em expulsão, independentemente do conteúdo da conversa.
  9. VAR poderá revisar segundo cartão amarelo
  10. VAR poderá revisar escanteio marcado por engano

Para Netto Góes, diretor de Arbitragem da CBF, a aplicação das novas normas deverá ser acompanhada pela padronização dos critérios e pela preparação dos profissionais envolvidos nas partidas.

“Nosso trabalho é transformar esse diagnóstico em ações concretas. Isso passa pela aplicação das novas regras, pela padronização dos critérios e pela capacitação dos árbitros, mas também depende da participação dos clubes e dos jogadores. O objetivo é ter um jogo mais fluido, com menos interrupções e mais futebol”, afirmou.

A expectativa da entidade é que as mudanças contribuam para partidas mais dinâmicas e com maior tempo efetivo de bola em jogo.

Com informações da AgênciaBrasil

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Redação Paiquerê FM News

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