Cesta básica acumula alta de 15,5% em Londrina e pesa no orçamento das famílias

Pesquisa da UTFPR aponta aumento de 9% nos últimos dois meses e inflação dos alimentos de 18,74% em um ano. Diferença entre supermercados chega a quase R$ 200.

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Foto: Reprodução

O custo da cesta básica voltou a subir em Londrina e já acumula uma alta de 15,52% desde o início de 2026. Em outubro, o preço médio dos produtos chegou a R$ 734,81, uma elevação de 2,53% em relação ao mês anterior. Nos últimos dois meses, o aumento ultrapassou 9%, segundo levantamento da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

A pesquisa acompanha os preços praticados em 11 supermercados de diferentes regiões da cidade, incluindo a área central. Os números mostram o impacto da inflação dos alimentos no orçamento doméstico. Em 12 meses, a alta acumulada nesse grupo de produtos chegou a 18,74%.

O levantamento também aponta uma redução no poder de compra dos trabalhadores. Na comparação entre janeiro e outubro de 2025 e o mesmo período de 2026, a capacidade de compra de alimentos com o salário mínimo diminuiu 5,4%, evidenciando a pressão dos preços sobre as famílias.

Entre os produtos que mais encareceram em outubro estão os hortifrutigranjeiros. O tomate registrou aumento de 13,4%, seguido pela banana, com alta de 9,2%. A margarina também pesou mais no bolso dos consumidores, com reajuste de 6,6%.

Alguns itens, porém, apresentaram redução nos preços. O arroz ficou 1,7% mais barato, enquanto o óleo de soja teve queda de 1,2%. O leite recuou 1,1% e a carne apresentou uma pequena diminuição de 0,6%.

A expectativa é de que os preços voltem a subir nos próximos meses, especialmente em novembro e dezembro. A maior procura por carne durante as festas de fim de ano pode pressionar os valores. O produto representa mais de 40% do custo total da cesta básica, o que faz com que qualquer reajuste tenha reflexo significativo na compra mensal.

Outro ponto de atenção é a valorização do dólar. Conforme a análise , a moeda americana mais forte pode estimular a exportação de alimentos brasileiros, reduzindo a oferta no mercado interno e favorecendo novos aumentos nos supermercados.

Diante desse cenário, a recomendação é pesquisar os preços antes de realizar as compras. A própria pesquisa da UTFPR identificou uma diferença de R$ 198,20 entre os estabelecimentos avaliados: enquanto a cesta mais barata custava R$ 619,71, a mais cara chegava a R$ 817,91. A comparação mostra como a escolha do supermercado pode fazer diferença no orçamento das famílias.

Com informações da UTFPR

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Redação Paiquerê FM News

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