Cesta básica em Londrina sobe no último mês e ultrapassa R$ 700

Levantamento aponta aumento de R$ 40 entre abril e maio; banana, batata e tomate puxaram a alta dos preços

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Foto: Reprodução

O preço da cesta básica acumula alta superior a 13% em 2026, segundo levantamento do Núcleo de Pesquisas Econômicas Aplicadas. O estudo considera o padrão histórico do Dieese, que reúne 13 itens essenciais de alimentação.

Entre abril e maio, o valor da cesta subiu cerca de R$ 40. Com isso, o consumidor passou a desembolsar aproximadamente R$ 721,31 para comprar os produtos básicos, valor que representa quase metade de um salário mínimo.

De acordo com o Panorama do Censo 2022, do IBGE, mais de 35% dos trabalhadores vivem mensalmente com até um salário mínimo, percentual próximo à média nacional. Nesse cenário, o aumento da cesta básica pressiona ainda mais o orçamento das famílias.

A alta foi puxada principalmente pelos hortifrutis. Banana, batata e tomate registraram reajustes expressivos, influenciados pelas condições climáticas, que afetaram a produção e a oferta dos alimentos.

Segundo o economista e coordenador do NuPEA, Marcos Rambalducci, o aumento acumulado no ano já chega a 13,4%, índice acima da inflação registrada no período. Em 1º de janeiro, a cesta básica custava R$ 636,10.

Apesar da alta no valor final, apenas quatro dos 13 produtos pesquisados ficaram mais caros. A banana teve o maior aumento, com avanço de 66,4%. A redução da oferta da fruta, provocada pelas temperaturas mais baixas, ajuda a explicar o reajuste.

Entre os itens que mais subiram, os destaques foram a batata, com alta de 48,5%, o tomate, com 37,2%, e o feijão, com 13,4%. A banana teve o maior reajuste, chegando a 66,4%.

Na outra ponta, alguns produtos registraram queda. O café teve a maior redução, com recuo de 13,6%, seguido pela farinha de trigo, com queda de 9,4%, e pela margarina, que ficou 7,9% mais barata.

Também baixaram de preço a carne e o açúcar, ambos com queda de 5,9%, além do arroz, com 4%, do leite, com 3,5%, e do óleo de soja, com 2,6%. O pão teve leve variação negativa de 0,2% e foi considerado estável.

Mesmo com a queda em parte dos produtos, o avanço de itens como banana, batata, tomate e feijão foi suficiente para elevar o custo final da cesta básica e manter a pressão sobre o orçamento dos consumidores.

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Redação Paiquerê FM News

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