A China alcançou um novo recorde mundial ao perfurar mais de 3.400 metros de gelo na Antártica durante uma expedição científica.
A operação aconteceu na região do lago subglacial Qilin, considerado um dos ambientes mais misteriosos e isolados do planeta.
Para atingir a profundidade histórica, os pesquisadores utilizaram uma técnica inovadora baseada em água quente pressurizada, que derrete o gelo em vez de usar brocas tradicionais.
Segundo os cientistas, o método reduz impactos ambientais, diminui riscos de contaminação e permite alcançar áreas mais profundas com maior segurança.
O novo resultado superou o recorde anterior de cerca de 2.540 metros, ampliando significativamente os limites das pesquisas no continente gelado.
Debaixo de mais de 3 quilômetros de gelo, os pesquisadores acreditam existir ambientes preservados há milhões de anos.
As futuras análises podem ajudar a compreender melhor a história climática da Terra, a evolução do planeta e até possíveis formas de vida em condições extremas.
Especialistas também afirmam que estudos desse tipo podem contribuir para pesquisas sobre a existência de vida em outros planetas.
Além do avanço científico, o feito reforça a posição da China na corrida internacional por tecnologias de exploração polar.
Agora, os cientistas devem iniciar a coleta de amostras de água e sedimentos do lago subglacial para novas pesquisas.
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