Cientistas analisam buracos negros e levantam hipótese de que o universo possa ser holográfico

Estudos sobre a entropia dos buracos negros indicam que a informação pode ser armazenada na superfície e não no volume, reforçando teorias de que o universo tridimensional pode ser uma projeção de dados codificados em uma fronteira

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Pesquisas recentes sobre o comportamento da entropia em buracos negros reacenderam um dos debates mais profundos da física moderna: a possibilidade de que o universo funcione de maneira holográfica. A análise sugere que a forma como essas estruturas extremas armazenam informação pode indicar que a realidade observada em três dimensões seja uma projeção de dados codificados em uma superfície.

Na física, a entropia mede o número de configurações possíveis de um sistema. Em situações comuns, ela cresce com o volume. Nos buracos negros, porém, ocorre algo contraintuitivo: a entropia depende da área da superfície, conhecida como horizonte de eventos, e não do volume interno. Essa relação foi proposta por Jacob Bekenstein e confirmada por Stephen Hawking, dando origem à entropia de Bekenstein–Hawking.

O resultado indica que toda a informação associada ao que cai em um buraco negro pode ser descrita como se estivesse “escrita” em sua superfície. Esse comportamento levou pesquisadores a questionar se o mesmo princípio pode valer para o universo como um todo.

A chamada hipótese holográfica — proposta por Gerard ’t Hooft e desenvolvida por Leonard Susskind — sugere que a descrição mais fundamental do cosmos pode existir em menos dimensões do que aquelas que percebemos. Nessa visão, o espaço tridimensional emergiria de informações bidimensionais gravadas em uma fronteira cósmica.

Cientistas ressaltam que isso não significa que a realidade seja uma ilusão no sentido popular, mas que o modelo matemático mais profundo da natureza pode operar de forma diferente da nossa intuição. Caso confirmado, o conceito ajudaria a aproximar duas áreas historicamente difíceis de conciliar: a mecânica quântica e a relatividade geral, além de oferecer novas soluções para o paradoxo da informação dos buracos negros.

As investigações seguem em andamento, combinando modelos teóricos, observações astronômicas e avanços em computação. O objetivo é verificar se os padrões observados nos buracos negros se repetem em escalas cosmológicas. Se isso ocorrer, a física poderá dar um passo decisivo rumo a uma descrição unificada da estrutura fundamental do universo.

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