Clínica de recuperação é interditada após denúncias graves em Londrina
Cinco pessoas foram encaminhadas à delegacia, suspeitas de crimes como tortura e privação de liberdade

Uma operação da Polícia Civil revelou uma série de irregularidades em uma clínica de recuperação localizada na região central de Londrina, próxima à Avenida Bandeirantes, no Lago Parque. A ação começou por volta das 15h de segunda-feira (6) e contou com apoio do Ministério Público, da Polícia Militar, da Guarda Municipal e das Secretarias do Idoso e da Saúde. A fiscalização encontrou 47 pessoas internadas no local, entre elas idosos e pessoas com deficiência, muitas em situação considerada irregular. Segundo os órgãos envolvidos, o espaço não possuía estrutura adequada nem autorização para funcionar como centro de tratamento para dependentes químicos.
As denúncias que motivaram a operação apontavam para práticas graves, como maus-tratos, tortura psicológica e até cárcere privado. De acordo com as investigações, internos eram pressionados a assinar documentos com informações falsas, supostamente para beneficiar financeiramente os responsáveis pela clínica. Durante a vistoria, foram constatadas condições precárias de higiene, alimentação inadequada e uso de medicamentos sem controle ou prescrição clara, que poderiam estar sendo utilizados para dopar pacientes. Também houve relatos de pessoas mantidas trancadas por longos períodos. Diante das irregularidades, a Vigilância Sanitária determinou o fechamento imediato da clínica. Cinco pessoas foram encaminhadas à delegacia, suspeitas de crimes como tortura e privação de liberdade. Entre elas está a esposa do proprietário, que não foi encontrado no local.
Os internos foram retirados e entregues aos familiares, que compareceram ao endereço após a ação. A audiência de custódia dos detidos deve ocorrer nesta terça-feira (7). O Ministério Público informou que já acompanhava denúncias sobre o local e reforçou que a fiscalização dessas instituições tem sido intensificada na cidade. A Prefeitura de Londrina, por meio de representantes, afirmou que tomará as medidas necessárias diante da gravidade do caso.

