“Código da Vinci” real? Cientistas avançam na análise de DNA do gênio renascentista

Pesquisadores do Leonardo DNA Project estão analisando vestígios genéticos encontrados em objetos ligados a Leonardo da Vinci para tentar reconstruir seu perfil biológico. O estudo, ainda preliminar, pode ajudar a entender características do artista e até confirmar a autenticidade de obras atribuídas a ele

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Reprodução: Wikimedia commons

Mais de cinco séculos após sua morte, Leonardo da Vinci volta ao centro das atenções — desta vez, pela ciência. Pesquisadores envolvidos no Leonardo DNA Project têm avançado na tentativa de decifrar o chamado “verdadeiro código da Vinci”, utilizando técnicas modernas para analisar vestígios genéticos deixados em objetos históricos associados ao artista.

Sem a confirmação de restos mortais autênticos, os cientistas optaram por um caminho alternativo: coletar DNA diretamente de documentos e obras atribuídas a Leonardo, como cartas, esboços e desenhos. A coleta é feita com extremo cuidado, por meio de leves esfregaços que capturam traços microscópicos de material genético preservados ao longo dos séculos.

A partir daí, os pesquisadores realizam o sequenciamento do chamado metagenoma, identificando não só DNA humano, mas também de bactérias, fungos e outros organismos. Ao comparar esses dados com registros históricos — incluindo material genético de possíveis parentes —, a equipe encontrou indícios de que parte do DNA analisado está ligada à região da Toscana, na Itália, onde Leonardo nasceu.

A expectativa é que, com o avanço das análises, seja possível reconstruir aspectos do perfil biológico do artista e até investigar fatores que possam ter contribuído para sua genialidade. Além disso, o estudo pode abrir caminho para confirmar a autenticidade de obras atribuídas a ele, comparando padrões genéticos encontrados em diferentes peças.

Apesar do avanço, os desafios são grandes. A contaminação genética acumulada ao longo dos séculos — já que muitas pessoas tiveram contato com esses objetos — dificulta a precisão dos resultados. Outro obstáculo é a ausência de uma amostra confirmada do próprio Leonardo para comparação direta.

Mesmo assim, os próximos passos já estão definidos: os cientistas pretendem analisar novos materiais históricos e possíveis locais ligados à família do artista. Ainda em fase inicial, a pesquisa indica que a ciência pode estar cada vez mais perto de revelar detalhes inéditos sobre a vida de um dos maiores gênios da humanidade.

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