Colômbia decide eleição presidencial neste domingo

Disputa entre Iván Cepeda e Abelardo De La Espriella pode influenciar o equilíbrio político na América do Sul

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Foto: Sebastian Marmolejo/Long Visual Press/Universal Images Group via Getty Images Carlos Lujan/Europa Press via Getty Image

O segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia acontece neste domingo (21) e decide quem comandará o país pelos próximos quatro anos, os candidatos são o senador Iván Cepeda, representante da esquerda e aliado do atual presidente Gustavo Petro, e o advogado e empresário Abelardo De La Espriella, candidato da direita radical apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No primeiro turno, realizado em 31 de maio, De La Espriella terminou na liderança ao obter uma vantagem de cerca de 673 mil votos sobre o adversário. Em um eleitorado superior a 41 milhões de pessoas, a participação foi de 57%, já que o voto na Colômbia não é obrigatório.

O candidato Iván Cepeda é senador em terceiro mandato, filósofo e reconhecido por sua atuação em defesa dos direitos humanos. Filho do ex-senador Manuel Cepeda Vargas, assassinado em 1994, ele integra o grupo político responsável pela eleição de Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história colombiana.

Já Abelardo De La Espriella construiu sua trajetória como advogado e empresário. Sem experiência em cargos eletivos, apresenta-se como uma alternativa ao sistema político tradicional. Admirador do presidente argentino Javier Milei, defende uma aproximação maior com os Estados Unidos e Israel.

A candidatura de De La Espriella ganhou novo impulso após o apoio de Paloma Valencia, terceira colocada no primeiro turno. O movimento reforçou a percepção de favoritismo do candidato conservador, embora analistas considerem o resultado ainda indefinido diante da disputa pelos votos de centro e da possibilidade de elevada abstenção.

A eleição acontece em um contexto de desafios internos para a Colômbia. Apesar de avanços econômicos e da aprovação de reformas como as da legislação trabalhista e da previdência, o governo Petro não conseguiu alcançar plenamente os objetivos da política de “Paz Total”, que buscava reduzir os conflitos envolvendo grupos armados no país.

O histórico recente também alimenta a expectativa em torno do resultado. Em 2022, Gustavo Petro chegou ao segundo turno em desvantagem em parte das pesquisas, mas conseguiu reverter o cenário e foi eleito com 50,4% dos votos, contra 47,3% de Rodolfo Hernández.

Redação Paiquerê FM 98.9 com informações da AgênciaBrasil

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Redação Paiquerê FM News

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