Comissão da Câmara de Londrina cobra explicações sobre atraso em obra do Terminal Central

A reunião foi um desdobramento da vistoria surpresa realizada pelos parlamentares no Terminal Central, no último dia 23 de março, quando foi identificado atraso na execução dos serviços, com apenas 8% realizado

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O contrato da obra, firmado por aproximadamente R$ 1,09 milhão, prevê a recuperação estrutural do terminal. Foto: Fernando Cremonez/Divulgação CML

A Comissão de Administração, Serviços Públicos, Fiscalização e Transparência da Câmara Municipal de Londrina realizou, na tarde de quarta-feira (15), uma reunião de trabalho para discutir o andamento da obra de recuperação estrutural do Terminal Urbano Central. O encontro ocorreu na Sala de Reuniões do Legislativo e foi conduzido pelo presidente da comissão, vereador Chavão (Republicanos), com a participação do vice-presidente, vereador Marinho (PL), e do membro, vereador Régis Choucino (PP).

A reunião foi um desdobramento da vistoria surpresa realizada pelos parlamentares no Terminal Central, no último dia 23 de março, quando foi identificado atraso na execução dos serviços, com apenas 8% realizado. Na ocasião, os vereadores constataram a ausência de trabalhadores no local e dificuldades no acesso a informações detalhadas sobre os serviços contratados, além de inconsistências nos dados disponibilizados no sistema CIGA, vinculado ao Portal da Transparência do Município. O contrato da obra, firmado por aproximadamente R$ 1,09 milhão, prevê a recuperação estrutural do terminal, incluindo fornecimento de materiais, mão de obra e equipamentos, com prazo final em 10 de abril de 2026.

O secretário municipal de Obras e Pavimentação, Otávio Gomes, informou que a obra está 30% executada, segundo a última medição da Prefeitura. Ele explicou ainda que esta medição não foi oficializada pois depende de aval da Caixa Econômica Federal, agente financiador do serviço. De acordo com Gomes, os 8% de execução indicados no Portal da Transparência referem-se aos pagamentos feitos à empresa até o momento. O último prazo para conclusão era dia 10 de abril de 2026. O engenheiro civil e responsável técnico da Quimicons Engenharia, Edson Luis Ramos da Silva, justificou o atraso no cronograma. Segundo ele, durante a reforma foram encontradas diferenças entre o projeto, feito em 2021, e a situação real do Terminal Central, como diferença a menor de sete centímetros na altura do piso de uma plataforma. Outro exemplo apresentado por ele foi a necessidade de impermeabilização de um caixote de concreto de 300 metros quadrados não prevista no projeto.

“No projeto especifica uma situação e quando a gente vai efetivamente descobrir o que tem dentro do concreto, quando foi executado é que a gente vai saber exatamente o que tinha. Então, essa divergência entre o projeto e o que está efetivamente executado é que gera um retrabalho da parte do projeto. E essa parte do projeto depende de aprovações, tanto da Caixa Econômica, que é o financiador, quanto da própria Prefeitura. […] Então, essa divergência entre o projeto e a execução é que causa alguma discrepância de prazos no processo”, argumentou. Segundo a empresa, os serviços com diferença com o projetado e o real ficaram parados até receberem autorização da Caixa Econômica Federal, o que já ocorreu. Agora, resta autorização da Secretaria Municipal de Gestão Pública para um aditivo contratual de 60 dias de prazo e um acréscimo de aproximadamente 180 mil reais. Aos vereadores, os representantes da construtora disseram que serão necessários outros 60 dias para a conclusão.

“A Caixa Econômica Federal faz as análises de todas as medições e acaba atrasando um pouco. Inclusive a última levou quatro meses para ser feita, numa obra em que o prazo [inicial] é de cinco meses, 150 dias. Então, o que acontece é que nós precisamos agora focar. Foram estabelecidas metas para que a gente consiga finalizar essa obra, entregar essa obra para a população e acredito que vai ser cumprido sim, porque nós estávamos sendo um pouco mais duros no prazo e foi discutido de flexibilizar para 120 dias o término dessa obra, que é um prazo exequível. Então, a gente vai trabalhar nesse aspecto e, no que compete à Secretaria de Obras, manter a fiscalização”, afirmou o secretário Otávio Gomes.

O vereador Chavão, presidente da Comissão de Administração, disse que o grupo de parlamentares pretende fazer uma nova fiscalização na obra em 60 dias. “Eu acredito que é muito importante a gente ter esse contato com os representantes da empresa, trazê-los até a Câmara Municipal de Londrina, por conta daquilo que Londrina já viveu com atrasos de obras. Na hora de assinar o contrato, viu que o valor passa de um milhão [de reais], ninguém pontua que vai ser complicado fazer a obra e que não vai ser de uma forma rápida. [Agora] todo mundo vem pontuar aqui que tem dificuldade e que tem algumas questões que dificultam o trabalho deles”, avaliou.

Também participaram da reunião Eulito Bazoni da Silva Junior, engenheiro civil e fiscal da Secretaria de Obras e Márcia Moura, engenheira civil da Quimicons Engenharia. A reunião teve origem em uma vistoria surpresa realizada no Terminal Urbano Central, baseada no Pedido de Informação nº 68/2026. Na ocasião, os vereadores constataram a ausência de trabalhadores no local e dificuldades no acesso a informações detalhadas sobre os serviços contratados, além de inconsistências nos dados disponibilizados no sistema CIGA, vinculado ao Portal da Transparência do Município. O contrato da obra, firmado por aproximadamente R$ 1,09 milhão, prevê a recuperação estrutural do terminal, incluindo fornecimento de materiais, mão de obra e equipamentos. Com informações da Câmara Municipal de Londrina.

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Redação Paiquerê FM News

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