Como seria a Antártida sem gelo? Estudos revelam cenário chocante e impacto global
Pesquisas da NASA e do British Antarctic Survey mostram como é o relevo oculto sob o gelo da Antártida e alertam: se todo o gelo do continente derreter, o nível do mar pode subir cerca de 58 metros, colocando em risco cidades costeiras em todo o planeta

Quase toda a Antártida permanece escondida sob uma espessa camada de gelo, mas avanços científicos já permitem enxergar o que existe por baixo dessa superfície congelada. Estudos desenvolvidos por equipes da NASA em parceria com o British Antarctic Survey revelam que, sob o gelo, há um continente marcado por montanhas, vales profundos e extensas áreas abaixo do nível do mar.
Em 2013, os pesquisadores apresentaram o projeto Bedmap2, um modelo digital que reúne dados coletados por satélites, aviões e expedições de campo. O mapeamento mostrou que o relevo antártico é muito mais acidentado do que se imaginava. Um dos pontos mais impressionantes é o local mais baixo de toda a crosta continental da Terra, sob a geleira Byrd, situado a cerca de 2.870 metros abaixo do nível do mar.
Segundo os cientistas, conhecer esse “mapa subterrâneo” é fundamental para entender como o gelo se movimenta e reage ao aumento das temperaturas globais. O relevo influencia diretamente a velocidade e a direção com que as geleiras avançam em direção ao oceano, podendo acelerar o processo de derretimento.
De acordo com estimativas baseadas nos dados do Bedmap2, a Antártida concentra aproximadamente 27 milhões de quilômetros cúbicos de gelo. Caso todo esse volume derreta, o nível dos oceanos subiria cerca de 58 metros, um cenário capaz de submergir grande parte das cidades costeiras do mundo, incluindo metrópoles como Rio de Janeiro, Nova York, Londres e Xangai.
Especialistas alertam que, embora o derretimento total leve séculos, os efeitos do aquecimento global já estão em curso. Modelos climáticos indicam que a perda de gelo deve se intensificar até o fim do século XXI, reforçando a importância do monitoramento constante da região.
Para ampliar esse conhecimento, os pesquisadores já trabalham no Bedmap 3, uma versão ainda mais detalhada do mapeamento da Antártida. A nova etapa pretende oferecer previsões mais precisas sobre o comportamento do gelo e seus impactos futuros no nível do mar, um dos maiores desafios ambientais enfrentados pela humanidade.
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