Copa Brasil de Vôlei atrai visitantes de todo o Brasil a Londrina
No sábado, mais de 4 mil torcedores se reuniram para acompanhar a final feminina da Copa Brasil de Vôlei, quando o Osasco levou a melhor sobre o Gerdau Minas, por 3 x

Uma diversidade de sotaques ocupou as arquibancadas do ginásio Moringão em Londrina, no último final de semana, provando a força dos eventos esportivos como atrativos para o turismo e economia locais. No sábado, mais de 4 mil torcedores se reuniram para acompanhar a final feminina da Copa Brasil de Vôlei, quando o Osasco levou a melhor sobre o Gerdau Minas, por 3 x 1. O espetáculo na quadra foi acompanhado de reencontros de amizades que resistem à distância. Diretamente do Recife, Keytte Camilla Souza de Amorim assistiu ao jogo acompanhada das amigas, ou “vôlei-fãs”, como ela definiu, Izabella Alves, de Belo Horizonte e Lilian Gardach, de Guarapuava.
Juntas, elas vibraram especialmente pela líbero e capitã do Osasco, Camila Brait, que acabou recebendo o prêmio de melhor jogadora da competição. “Talvez este tenha sido o último título da Brait e eu cresci assistindo o Osasco. Como sou recifense, é muito longe, mas eu falei ‘eu preciso estar lá’”, contou Keytte, exibindo a bandeira de seu estado natal, em entrevista ao N.Com. “Me organizei e comprei as passagens aéreas. Na escala em São Paulo, encontrei com gente de Porto Seguro que estava vindo pra cá também para assistir aos jogos, uma loucura. Agora estou aqui e vi o Osasco ser campeão”, comemorou.
Amizade dentro e fora das quadras – Também teve encontro surpresa no ginásio londrinense. A empreendedora do ramo de confecção Cristiane Sanches Rodella veio de Presidente Prudente com mais de dez colegas do time de vôlei master em que joga. Em meio à multidão, identificou um rosto familiar: a amiga Camila Bezerra, que foi parceira de quadras em Prudente, mas passou a atuar no vôlei amador em Maringá, há 15 anos. “Quando vi ela ali, eu não acreditei”, contou, ainda emocionada. E o encontro tem grandes chances de se repetir no próximo final de semana. Camila já confirmou a vinda para acompanhar as finais do masculino com a “irmã de vôlei” Nara Barnabé, central do time: “Semana que vem estaremos aqui de novo, prestigiando o masculino e torcendo com muita intensidade”, garantiu. E a excursão de Cristiane já se mobiliza para repetir a viagem também, acompanhando as disputas no próximo sábado e domingo.
A receptividade do público londrinense chamou a atenção da analista comercial Amanda Almeida Oliveira, que veio de Campinas para assistir à final com os colegas de trabalho e de esporte. “Essa paixão vem de anos, a gente joga vôlei de areia, de quadra, e estar aqui é um sonho. Quando saiu a notícia de que a fase final seria aqui em Londrina, a gente já planejou o transporte, juntou uma galera e agendou hotel. A cidade é muito hospitaleira, estou muito feliz de estar aqui.”, disse.
Nova geração agita a torcida – Para a família da atleta levantadora Ana Luíza Ventura, a vinda a Londrina foi um casamento de oportunidades. Ela, que joga no sub-15 de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, veio ver as ídolas em quadra, entre elas a central da seleção brasileira Julia Kudiess, que joga pelo Minas. “Quando soube pelas redes sociais que as finais seriam em Londrina, pedi a meus pais para vir assistir. Me programei a semana inteira para estar aqui, e achei a cidade muito bonita”, comentou. Para o pai Bruno Ventura Calixto, que é policial militar na capital paranaense, a viagem foi uma chance de rever a cidade que não visitava há 20 anos, e ainda apresentá-la para a esposa, a diretora escolar Daniele da Silva Finati: “É bem emocionante voltar aqui depois de 20 anos, e agora com minha família”, ela disse. As irmãs Rafaela e Letícia, de 11 anos, também foram as responsáveis por motivar a vinda da família no fim de semana, de Ponta Grossa para Londrina. A mãe, Danielly Facco, já morou na cidade e aproveitou para matar saudades: “Desde a hora em que cheguei estou emocionada de passar nos lugares, rever a cidade, as pessoas, tudo”, contou.
Os inimigos do fim – Passado o fim da partida e a cerimônia de premiação, boa parte do público foi deixando o ginásio. Mas, para uma parte da torcida isso não estava nos planos, e a programação foi acompanhar a dispersão dos times e tentar conseguir um aceno, um autógrafo ou até uma selfie. Um dos que não pensavam em arredar o pé era Julielson de Souza Pardim, que veio de São Domingos do Norte, no Espírito Santo. “Sou muito fã de vôlei. Quando fiquei sabendo que teria vôlei em Londrina, eu vi a oportunidade de conhecer a cidade e também apreciar os jogos. Saí na quinta-feira, peguei 3 horas de carro, mais um voo com escala. Estou muito feliz com o resultado. Admiro os outros times também, mas o Osasco está no meu coração”, declarou. Perguntado sobre as impressões que teve de Londrina, ele destacou o que mais chamou a atenção: “Quando viemos para a região Sul, a gente nota muita organização. Minha impressão foi de uma cidade segura e organizada. Foi uma emoção incrível ver os jogos aqui”, comemorou.
Finais do masculino neste final de semana – Quem quiser acompanhar os jogos das finais da categoria masculina da Copa Brasil de Vôlei ainda encontra ingressos disponíveis, na página www.volleipass.com.br. Crianças menores de 12 anos têm entrada gratuita, que deve ser retirada pelo site antecipadamente. Sábado (7): O ingresso dá acesso aos dois jogos de semifinais, às 18h (Campinas x Goiás) e 21h (Cruzeiro x Praia Clube). Domingo: (8): final, às 18h30. O campeão garante vaga no Sul-Americano de 2027 e na Supercopa 2026. Com informações do N.Com.

