Corpo de paranaense desaparecido em Foz do Iguaçu é encontrado no Rio Paraná, na Argentina
Antônio Rodrigues Júnior, de 46 anos, estava desaparecido desde o dia 9 de maio após sumir enquanto aguardava a esposa fazer compras no Paraguai

O corpo de Antônio Rodrigues Júnior, de 46 anos, morador de Céu Azul, foi encontrado no sábado (16) no Rio Paraná, na Argentina, após seis dias de buscas. Ele estava desaparecido desde o dia 9 de maio, quando sumiu em Foz do Iguaçu enquanto aguardava a esposa fazer compras no Paraguai. Segundo familiares, o reconhecimento do corpo foi realizado pelas roupas e por um anel que Antônio utilizava no dia do desaparecimento. O resgate foi feito pela Marinha da Argentina nas proximidades de Porto Leoni, na província de Misiones, a cerca de 200 quilômetros de Foz do Iguaçu. A família informou que o corpo permanece na Argentina para realização de exames de necropsia e demais procedimentos legais. Os parentes devem viajar ao país vizinho nesta segunda-feira (18) para providenciar a liberação e o traslado ao Brasil.
De acordo com a família, pescadores chegaram a avistar um corpo às margens do rio, no lado paraguaio, dois dias antes do resgate oficial. A polícia local teria sido acionada, mas a retirada não pôde ser realizada devido às condições do local e à baixa visibilidade durante a noite. Com a força da correnteza, o corpo acabou sendo levado até o lado argentino, onde foi encontrado. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada oficialmente.
Antônio desapareceu na manhã do dia 9 de maio, após acompanhar a esposa até a região de fronteira para compras em Cidade do Leste. Segundo a esposa, Adriane Paulo de Miranda, ele permaneceu no carro porque havia esquecido os documentos e não poderia atravessar a fronteira. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Antônio deixou o veículo sozinho, às 9h33. Foi a última vez em que ele foi visto com vida. Quando Adriane retornou cerca de uma hora depois, encontrou o carro trancado e o marido desaparecido. A família procurou Antônio em hospitais e unidades de saúde da região antes de registrar boletim de ocorrência. A Guarda Municipal de Foz do Iguaçu também participou das buscas. Segundo familiares, Antônio não tinha envolvimento com álcool ou drogas, mas fazia uso de medicamentos para ansiedade. A família acredita que ele possa ter sofrido um episódio de desorientação antes do desaparecimento.

