Corretora pode ter sido morta em intervalo de oito minutos, aponta investigação
Imagens de câmeras e depoimentos indicam que crime ocorreu no subsolo do prédio onde a vítima morava, em Caldas Novas

A corretora de imóveis Daiane Alves, de 43 anos, pode ter sido assassinada em um intervalo de apenas oito minutos, segundo a Polícia Civil de Goiás. De acordo com o delegado André Luiz Barbosa, imagens de câmeras de segurança mostram Daiane saindo do elevador do prédio às 19h do dia 17 de dezembro de 2025, último registro dela com vida. O próximo acesso ao subsolo só ocorre às 19h08, feito por outra moradora que afirmou não ter visto nada de anormal, o que levou os investigadores a estimarem que o crime ocorreu nesse curto intervalo.
Ainda conforme a polícia, a vítima descia ao subsolo para verificar o padrão de energia elétrica, já que seu apartamento estava sem luz. Daiane chegou a gravar vídeos com o celular durante o trajeto, enviados a uma amiga, mas o último registro não chegou a ser transmitido. As investigações apontam que o síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, teria utilizado as escadas para evitar as câmeras e, após o crime, transportado o corpo em seu veículo até uma área de mata em Ipameri, onde foi localizado.
Cléber confessou o homicídio e teve a prisão mantida após audiência de custódia. O filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso, suspeito de tentar obstruir as investigações, inclusive com a entrega de um celular novo ao pai. A polícia ainda apura indícios de que ambos planejavam fugir. O corpo de Daiane foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Goiânia, onde passa por exames; o laudo que apontará a causa da morte deve ser concluído em até dez dias.

