Cosmonauta soviético ficou 311 dias no espaço durante fim da União Soviética

Sergei Krikalev decolou ainda como cidadão soviético e voltou à Terra meses depois sem que o país existisse oficialmente

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Reprodução / Foto: Getty / BBC News Brasil

Há 35 anos, o cosmonauta Sergei Krikalev iniciava uma missão espacial que acabaria entrando para a história.

Em 19 de maio de 1991, ele decolou rumo à estação espacial Mir a bordo da nave Soyuz TM-12, ainda como cidadão da extinta União Soviética.

A missão deveria durar alguns meses, mas acabou sendo prolongada devido à crise política e econômica provocada pelo colapso soviético. Com cortes no programa espacial e mudanças operacionais, Krikalev permaneceu no espaço por 311 dias.

Durante sua permanência em órbita, a União Soviética deixou oficialmente de existir, transformando o astronauta em símbolo de um dos períodos mais turbulentos da história moderna.

O retorno aconteceu apenas em março de 1992. Na época, a Alemanha financiou parte da operação espacial para garantir a volta do cosmonauta à Terra.

Ao desembarcar, Krikalev já não pertencia mais ao país que o enviou ao espaço, motivo pelo qual passou a ser conhecido mundialmente como “o cosmonauta esquecido”.

Apesar do apelido, ele sempre destacou o trabalho das equipes de controle da missão e dos colegas envolvidos na operação.

Ao longo da carreira, Krikalev acumulou mais de um ano e cinco meses no espaço e participou de projetos históricos, incluindo missões ligadas à Estação Espacial Internacional.

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