Descoberta de múmias de 12 mil anos muda história da mumificação no mundo

Pesquisadores encontraram vestígios de mumificação no Sudeste Asiático muito mais antigos do que as famosas múmias egípcias e chilenas

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Representação / Foto: banco de imagens

Uma descoberta arqueológica surpreendente está mudando o que os cientistas acreditavam saber sobre a origem da mumificação humana. Pesquisadores da Australian National University identificaram restos humanos preservados há mais de 12 mil anos em onze sítios arqueológicos localizados no Sudeste Asiático.

O achado foi considerado pela National Geographic como uma das maiores descobertas arqueológicas de 2025.

Até então, acreditava-se que as práticas mais antigas de mumificação pertenciam às múmias Chinchorro, no Chile, com cerca de 7 mil anos, e às múmias do Egito, datadas de aproximadamente 4.500 anos.

Segundo os pesquisadores, os corpos encontrados no Sudeste Asiático passaram por um processo deliberado de conservação através da fumaça. A técnica consistia em aquecer e desidratar os corpos de forma controlada para impedir a decomposição.

O mais impressionante é que os restos foram encontrados em regiões tropicais extremamente úmidas, ambientes considerados pouco favoráveis para a preservação natural de material orgânico por tantos milhares de anos.

Os cientistas acreditam que a prática não era isolada, mas sim difundida entre diferentes comunidades da região, indicando um conhecimento sofisticado sobre preservação corporal muito antes do que se imaginava.

Além de reescrever parte da história da arqueologia, a descoberta também levanta novas discussões sobre como antigas civilizações encaravam a morte, os rituais funerários e a memória dos mortos.

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