Diplomacia e status sanitário impulsionam exportações do agronegócio do Paraná em 2026

Boletim do Deral aponta avanços em carnes e desafios para grãos diante da concorrência internacional

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Foto: Ari Dias / AEN

O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, indica que o desempenho do agronegócio paranaense no início de 2026 está diretamente ligado à diplomacia comercial e ao status sanitário. Esses fatores têm sido decisivos para o acesso a mercados de maior valor agregado e para a sustentabilidade de cadeias produtivas estratégicas do Paraná.

No setor de suínos, o Estado vive uma transição estratégica ao priorizar mercados “premium”, que pagam acima da média internacional. O reconhecimento do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação já permitiu a ampliação das exportações ao Peru e abriu caminho para negociações com Estados Unidos e Canadá. Em 2025, a carne suína foi o oitavo produto mais exportado pelo Estado, com US$ 573 milhões em vendas, alta de 41% na comparação com 2024, embora destinos como Japão, que paga os melhores preços, ainda representem participação limitada.

O boletim também aponta cenários distintos em outras cadeias. O trigo enfrenta margens apertadas, pressionado pela queda de preços, excesso de oferta global e concorrência com o milho safrinha, que deve alcançar área recorde. Já na pecuária bovina, houve redução histórica na diferença de preços entre machos e fêmeas. No mercado de mel, o Paraná manteve a terceira posição nacional em exportações em 2025, com crescimento expressivo em volume e receita, apesar dos impactos do aumento de tarifas em mercados como os Estados Unidos.

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Redação Paiquerê FM News

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