AB InBev diz que bebidas alternativas compensam queda nos volumes de cerveja no 3º tri –
A Anheuser-Busch InBev disse nesta quinta-feira, 29, que o avanço de seu portfólio de bebidas alternativas, fora da cerveja tradicional, ajudou a compensar a retração dos volumes globais de cerveja no terceiro trimestre, sustentando a recuperação da maior cervejaria do mundo após anos desafiadores.
A companhia informou que os volumes orgânicos de cerveja recuaram 0,1% no período, enquanto os volumes de produtos não cerveja avançaram 4%, levando o volume total a ficar ligeiramente positivo.
A receita cresceu 4,9% na comparação anual, para US$ 16,51 bilhões, impulsionada pelo foco em segmentos de maior valor do portfólio, incluindo as linhas de bebidas alternativas, segundo a empresa.
Essas linhas incluem coquetéis prontos para beber, como Cutwater, além de bebidas maltadas aromatizadas. A AB InBev também vem registrando crescimento em cervejas com baixo teor alcoólico e sem álcool, em linha com concorrentes como a holandesa Heineken.
O recuo nos volumes de cerveja interrompe a melhora observada no primeiro semestre, quando o grupo registrou alta, incluindo avanço de 1,1% no segundo trimestre, favorecido pelo clima de verão e pela Copa do Mundo. No terceiro trimestre, a empresa registrou queda de volumes na América do Norte e na Ásia-Pacífico, compensada por crescimento em outras regiões.
“O desempenho do terceiro trimestre reflete a força da nossa presença diversificada”, disse o CEO Michel Doukeris, destacando ainda a estratégia de concentrar investimentos nas principais marcas do grupo, como Corona, Stella Artois e Michelob Ultra. Fora de seus mercados domésticos, essas marcas cresceram 20%, 19% e 50%, respectivamente, no trimestre, informou a companhia.
O lucro subjacente da AB InBev somou US$ 2,4 bilhões no no terceiro trimestre, ante US$ 1,97 bilhão um ano antes.
A AB InBev busca consolidar a melhora após um período de pressão, em meio à inflação, que reduziu o consumo, e às perdas de participação da Bud Light após um boicote ligado a uma campanha com uma influenciadora transgênero. A empresa, porém, reconhece que o ambiente de consumo segue fraco em diversos mercados.
A companhia reiterou suas projeções para o ano e mantém a expectativa de crescimento do Ebitda entre 4% e 8%, em linha com metas de médio prazo. No terceiro trimestre, o Ebitda ajustado subiu 3,9%, para US$ 5,96 bilhões, em linha com as estimativas.
*Com informações da Dow Jones Newswires