Abel enaltece eficácia do Palmeiras e reflete: ‘Expectativas e cobranças são enormes’
Com bom humor apesar de ter sido expulso durante o dérbi, o técnico Abel Ferreira concedeu entrevista coletiva após a vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o Corinthians, pelo Paulistão, na Neo Química Arena. O português analisou o triunfo e valorizou o amadurecimento do time.
“Fizemos um jogo difícil, mas prevaleceu a eficácia. Fomos melhorando ao longo do jogo. Competimos como o Palmeiras exige. Fomos capazes de lidar com todos os momentos do jogo”, disse Abel.
Mesmo com 100% de aproveitamento em clássicos em 2026, o português não quer gerar ilusões e promete serenidade. “Vamos manter o equilíbrio nas vitórias e nas derrotas”, afirmou.
Após sofrer derrotas dolorosas para o Corinthians em 2025, o Palmeiras tenta encontrar soluções com base na experiência de seus atletas. A malandragem de saber diminuir o ritmo do jogo para assegurar a vitória, ter paciência defensiva e ofensiva para buscar o gol e não se desesperar fazem parte deste objetivo e foram observadas no clássico.
Abel pondera as alterações feitas no elenco, intensificadas nos últimos anos a ponto de desmanchar o time bicampeão da Libertadores (2020 e 2021), restando apenas a comissão técnica e o zagueiro Gustavo Gómez.
“Espero o amadurecimento da minha equipe. Temos um time completamente diferente de quando cheguei. Reformulamos um plantel que nos deu muito. Jogos como o de hoje nos dão maturidade, mas não geram certeza de nada. A única constante da vida é a incerteza. Nunca prometi títulos, prometo dar o meu melhor. As expectativas e as cobranças são enormes. Só há um caminho: jogar para ganhar”, afirmou.
Um dos atletas que foram contratados há menos de um ano é o goleiro Carlos Miguel. Ele foi decisivo no clássico com grandes defesas e tem uma missão: fazer o Palmeiras não sentir saudades de Weverton, que defendeu a meta alviverde por quase oito temporadas completas. Abel diz que a juventude de Carlos Miguel, que tem 27 anos, permite que os preparadores de goleiro o moldem de forma a atender os requisitos técnicos e táticos esperados. “Vamos conseguir trabalhar mais o Carlos Miguel do que Weverton, que já era um goleiro consolidado”, pontuou.
Abel evitou falar mais profundamente sobre a contratação de Jhon Arias. O português afirmou que o colombiano só pode ser tratado como reforço quando estiver disponível para jogar. Ele ainda diferenciou esse perfil de contratação com aquelas garimpadas por ele, o diretor de futebol, Anderson Barros, e o time de scouting, como Flaco López, Richard Ríos e Murilo.
“Precisávamos de mais soluções. Jogadores desse nível, como Roque, Andreas e Arias, são contratações da presidente. Quero vê-los disponíveis para entrar em campo, depois disso serão reforços. Antes disso, fazemos o que podemos com nossos recursos”, disse Abel.

