Abel explica Roque e Arias no banco, não teme Rômulo e avisa: ‘Somos fortes visitantes’
Após a vitória por 1 a 0 sobre o Novorizontino nesta quarta-feira, na Arena Crefisa, pela partida de ida da final do Campeonato Paulista, o técnico Abel Ferreira tratou de valorizar o resultado positivo construído por seus comandados diante do nível técnico do adversário.
Para o português, havia duas dificuldades previstas que se confirmaram no duelo. A primeira delas tem origem no bom desempenho do Novorizontino no Paulistão e sua “forma de jogar”. Abel também elencou o tempo menor de intervalo entre as partidas do Palmeiras em comparação ao adversário. Enquanto o clube do interior disputou a semifinal no sábado, o time alviverde jogou no domingo. “Nosso objetivo era ganhar uma vantagem. O adversário mostrou qualidade, chegaram à final as duas melhores equipes”.
O placar mínimo permite ao Palmeiras jogar pelo empate no próximo domingo, às 20h30, em Novo Horizonte. Caso o conjunto do interior vença por um gol de diferença, independentemente do placar, a decisão ocorrerá nos pênaltis. Abel compreende a força do adversário como mandante, mas avisa: “Também sabemos da força do Palmeiras como visitante.”
Autor do gol da vitória, Flaco López foi valorizado pelo treinador pela sua dedicação em campo e colaboração com todas as fases do jogo. “O futebol moderno exige jogo coletivo em todos os setores, atacando e defendendo. Queremos jogadores completos, que façam gols e sejam solidários para outras tarefas”, afirmou Abel sobre o argentino, que pode disputar sua última final com a camisa alviverde. É provável que ele seja negociado após a Copa do Mundo, ainda mais no caso de defender as cores da atual campeã mundial no certame.
Quem também teve papel decisivo destacado foi Carlos Miguel, que defendeu um pênalti ainda no primeiro tempo. “É um goleiro jovem e com grande potencial. O Lomba o ajuda muito. É um belo colega de posição. É sempre bom que o goleiro nos passe confiança e ainda defenda um pênalti”, disse o treinador.
Dois jogadores que chegaram por valores milionários ao clube começaram a final no banco de reservas. Abel explicou os motivos para deixá-los no banco. Vitor Roque não se recuperou completamente da lesão sentida na semifinal, já Jhon Arias ainda não emplacou uma vaga entre os 11. “Não falta nada (para o Arias jogar). Time está com boas dinâmicas. Temos de ter bons jogadores entre os 11 e no banco. No clube somos todos iguais”.
Um velho conhecido de Abel pode ser novidade no Novorizontino na grande decisão. Emprestado pelo Palmeiras, Rômulo foi ausência na partida de ida. Para atuar na volta, o seu time terá de desembolsar R$ 1 milhão. O português não teme a escalação do jogador e avaliou sua breve passagem pela Academia de Futebol.
“Rômulo foi um jogador que nós contratamos pela performance no Novorizontino. Teve dificuldade conosco e com o Ceará. Mas no Novorizontino é a zona de conforto dele, onde ele se sente bem. Se o treinador e o diretor quiserem que ele jogue, não há quem impeça. É um jogador que tem recursos, tem bons números”, finalizou Abel.

