Agência europeia determina inspeções em 16 Airbus A380 após rachaduras encontradas em asas

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A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA, na sigla em inglês) determinou inspeções urgentes em 16 aeronaves Airbus A380 após a identificação de rachaduras em um componente das asas de alguns aviões. As fissuras foram encontradas durante inspeções anteriores na estrutura das longarinas das asas (wing spars), um componente fundamental da asa, informou a EASA em diretiva que entrou em vigor nesta quarta-feira, 24.

Segundo a agência, as rachaduras “podem reduzir a integridade estrutural da asa”.

“Para lidar com essa potencial condição insegura, a Airbus determinou que uma inspeção especial detalhada adicional deve ser realizada”, afirmou a EASA.

Cinco aeronaves precisam ser inspecionadas imediatamente, enquanto as outras 11 poderão passar pela verificação posteriormente, mas dentro de um prazo de até 25 ciclos de voo.

A Airbus informou que está apoiando o processo de inspeção e que avaliará os resultados em conjunto com a EASA para determinar se serão necessários reparos ou se as aeronaves poderão retornar ao serviço comercial.

Uma porta-voz da companhia aérea australiana Qantas confirmou que um de seus A380 precisará passar por inspeções adicionais, mas afirmou que a diretiva da EASA não terá impacto nas operações da empresa.

“A aeronave já estava em manutenção programada e cumpriremos quaisquer exigências adicionais decorrentes desta diretiva de aeronavegabilidade”, disse a porta-voz.

A Emirates, sediada em Dubai e maior operadora mundial de A380, informou que as inspeções em suas aeronaves começarão nas próximas 48 horas.

“Qualquer trabalho necessário será realizado antes da liberação das aeronaves para operação. Permanecemos em contato próximo com a Airbus e as autoridades competentes para minimizar qualquer interrupção na programação de voos”, afirmou um porta-voz da companhia.

O A380 já enfrentou problemas relacionados às asas anteriormente. Em 2012, a EASA também ordenou inspeções após a descoberta de rachaduras nas asas da aeronave. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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Estadão

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