AIE acelera liberação de reservas anunciada pelo G7 e vê volume acima de 400 milhões de barris

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O Conselho Diretor da Agência Internacional de Energia (AIE) concordou nesta quinta-feira em acelerar a liberação dos cerca de 100 milhões de barris de petróleo de reservas estratégicas anunciada pelo G7 no início de outubro, em meio à persistente pressão sobre os mercados globais de energia, especialmente de diesel. A entidade também informou que o volume total disponibilizado desde março deverá superar os 400 milhões de barris inicialmente previstos.

Em comunicado após reunião, a AIE informou que aproximadamente 330 milhões de barris já foram liberados desde o início da ação coletiva anunciada em março, em resposta à crise no Estreito de Ormuz. Os países-membros se comprometeram a tomar todas as medidas necessárias para concluir as liberações restantes em tempo hábil, respeitando as circunstâncias nacionais.

A agência destacou que alguns integrantes já disponibilizaram volumes superiores aos prometidos inicialmente, enquanto outros pretendem seguir o mesmo caminho. Com isso, o total liberado deverá ultrapassar a meta original de 400 milhões de barris.

O Conselho também concordou em antecipar o fornecimento dos volumes restantes, com planos já estabelecidos que incluem a oferta de mais de 20 milhões de barris de diesel “o mais rápido possível”. A entidade incentivou os países-membros com capacidade de produção e refino a ampliar a oferta de petróleo bruto e derivados, sobretudo diesel.

A decisão complementa o pacote anunciado pelo G7 em 2 de outubro, que previa a liberação de 100 milhões de barris de estoques estratégicos ao longo de quatro meses, com prioridade ao diesel nos primeiros 20 dias.

A AIE reiterou ainda a importância do livre fluxo do comércio de energia e sinalizou disposição para adotar novas medidas, caso necessário. A agência continuará monitorando a implementação das liberações e deverá informar os líderes do G7 e seu Conselho Diretor sobre eventuais ações adicionais, com base em uma avaliação atualizada do mercado de petróleo, especialmente de diesel.

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Estadão

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