AIEA diz não poder checar enriquecimento de urânio no Irã e vê caso com ‘máxima urgência’

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O órgão de fiscalização nuclear da ONU, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), afirmou que não consegue verificar se o Irã suspendeu todo o enriquecimento de urânio após a guerra de 12 dias em junho de 2025, segundo relatório confidencial distribuído aos Estados-membros e visto pela Associated Press.

A AIEA disse que, sem acesso às instalações afetadas, não pode confirmar se Teerã interrompeu as atividades relacionadas ao enriquecimento nem determinar o tamanho, a composição ou o paradeiro do estoque de urânio enriquecido. A agência destacou que a perda de continuidade de conhecimento sobre o material nuclear previamente declarado “precisa ser tratada com a máxima urgência”.

O Irã sustenta que seu programa é pacífico, mas a AIEA e países ocidentais afirmam que o país manteve um programa organizado de armas nucleares até 2003.

Segundo a AIEA, o Irã possui 440,9 quilos de urânio enriquecido a até 60% de pureza – próximo do nível de 90% considerado grau armamentista. Esse volume poderia permitir a produção de até 10 bombas, caso o país decidisse militarizar o programa, disse o diretor-geral Rafael Grossi à AP, ressaltando que isso não significa que o Irã tenha uma arma. Pelas regras da agência, esse material deveria ser verificado mensalmente.

A AIEA informou ainda ter observado, por imagens de satélites comerciais, atividade regular de veículos na entrada do complexo de túneis em Isfahan. O local produzia o gás usado nas centrífugas. Israel atingiu prédios no complexo, incluindo uma instalação de conversão, e os EUA também lançaram mísseis contra Isfahan durante operação militar em junho do ano passado.

A agência relatou atividades em Natanz e Fordow, mas afirmou que, sem acesso, não pode confirmar sua natureza. O Irã permitiu inspeções nas instalações não afetadas ao menos uma vez desde os ataques, exceto na usina de Karun, ainda em construção e sem material nuclear. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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Estadão

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