AkzoNobel rejeita oferta de 12,5 bi de euros de Nippon Paint e Sherwin-Williams
A fabricante holandesa de tintas AkzoNobel informou nesta quarta-feira, 27, que rejeitou uma proposta conjunta de aquisição feita pela japonesa Nippon Paint Holdings e pela americana Sherwin-Williams, avaliada em cerca de 12,5 bilhões de euros, e reiterou apoio ao plano de fusão com a Axalta Coating Systems.
Segundo comunicado, a oferta não vinculante previa pagamento em dinheiro de 73 euros por ação da AkzoNobel, excluindo dividendos regulares e intermediários. A proposta foi recebida em 29 de abril e rejeitada pela companhia em 1º de maio.
A empresa afirmou ainda que uma abordagem inicial apresentada em 16 de abril já havia sido recusada em 22 de abril.
Pelos termos da proposta, a Nippon Paint lançaria uma oferta pública integral em dinheiro pela AkzoNobel. Após a conclusão da operação, a companhia japonesa ficaria com os negócios de tintas decorativas e revestimentos industriais da holandesa, enquanto a Sherwin-Williams compraria separadamente as divisões de revestimentos automotivos e especiais, marítimos e de proteção, além de tintas em pó.
A AkzoNobel disse que seus conselhos de administração e supervisão concluíram, após análise com assessores financeiros e jurídicos, que a proposta “não se qualificava, nem era razoavelmente esperado que se qualificasse, como uma ‘Proposta Superior'” em relação ao acordo de fusão firmado com a Axalta em novembro de 2025.
Segundo a companhia, o preço indicativo “não chegou perto de refletir adequadamente o valor da AkzoNobel e suas perspectivas de longo prazo”, além de haver “insuficiente segurança” quanto às aprovações regulatórias e à divisão dos ativos entre Nippom Paint e Sherwin-Willaims.
Os conselhos da AkzoNobel reiteraram recomendação unânime à fusão “entre iguais” com a Axalta, anunciada em novembro do ano passado. A operação deve criar uma gigante global do setor de tintas com valor de mercado combinado estimado em cerca de US$ 17 bilhões.
*Com informações da Dow Jones Newswires

