Alckmin: supertarifa dos EUA é difícil de ser aplicada porque muitos países têm relação com Irã

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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse achar difícil que os Estados Unidos confirme a ameaça e aplique mais tarifas para os países com algum tipo de relação comercial com o Irã. Isso porque, segundo ele, “mais de 70 países” exportam para o Irã, inclusive alguns europeus.

“Sobre o Irã, também não vejo relação. Os EUA colocou que não quer que haja comércio com o Irã, mas o Irã tem 100 milhões de pessoas. Os países europeus exportam para o Irã, a maioria dos países tem algum tipo de relação. A nossa relação com o Irã é pequena, mas temos um brutal superávit. Exportamos US$ 2,5 bilhões e não importa nem US$ 200 milhões. Não vejo relação. E a supertarifação é difícil de ser aplicada, porque teria de aplicar em 70 países do mundo, inclusive europeus”, declarou o vice-presidente no programa Bom Dia, Ministro, da EBC.

O vice-presidente, que acumula o cargo de ministro do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio, disse, ainda, que o acordo com a União Europeia não interfere na negociação com os Estados Unidos para reduzir ainda mais o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. Afirmou que os “EUA são muito importantes porque é para onde exportamos produtos de valor agregado”.

“O acordo com a UE interfere? Eu diria que não. São coisas distintas. Vamos continuar trabalhando para reduzir ainda mais a alíquota e abrir ainda mais os mercados”, declaro Alckmin. “Avançamos. A primeira ordem executiva afetava 37% dos produtos com a tarifa de 10%+40%. Reduzimos para 36%, para 34%, para 33%, para 22% e hoje está em 19%. Vamos trabalhar para reduzir a alíquota e excluir mais produtos. Na última, saiu café, carne, frutas. Já tinha saído antes suco de laranja, avião, determinados produtos de madeira”, completou.

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Estadão

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