Alta em Alimentação e Bebidas é a maior para um mês de maio desde 2015 no IPCA

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O custo dos alimentos subiu em maio pelo sexto mês consecutivo. O grupo Alimentação e Bebidas saiu de uma alta de 1,34% em abril para uma elevação de 1,33% em maio, uma contribuição de 0,29 ponto porcentual para a taxa de 0,58% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do último mês, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ou seja, o grupo Alimentação e Bebidas respondeu por metade do IPCA de maio.

“A alta em Alimentação e Bebidas é a maior para um mês de maio desde 2015 (quando subiu 1,37%)”, ressaltou Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE.

O preço dos alimentos para consumo em casa subiu 1,65% em maio, sexto mês de aumentos consecutivos, além de maior resultado para meses de maio desde 2008, quando avançou 2,27%.

O frete ainda está onerando o preço dos alimentos, mas também teve menor oferta dos produtos que ficaram mais caros, justificou Gonçalves.

Houve altas na batata inglesa (44,69%), tomate (20,62%), cebola (16,80%), e carnes (1,39%). Na direção oposta, houve recuos no café moído (-2,38%) e frutas (-0,70%). O café já acumula uma queda de 12,25% em 12 meses.

“O café está com avanço na colheita, o preço está caindo já há 11 meses consecutivos”, disse Gonçalves. “Há expectativa de safra recorde no Brasil. Tem tendência de queda de preço da commodity internacionalmente, isso favorece o preço ao consumidor final.”

A alimentação fora do domicílio subiu 0,49% em maio: o lanche aumentou 0,49%, e a refeição teve elevação de 0,51%.

Segundo Gonçalves, a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã pode estar afetando os preços dos alimentos nos últimos três meses tanto via frete, por causa dos combustíveis, quanto via fertilizantes também mais caros. “Isso acaba alocado no preço final”, disse.

Habitação

De acordo com o IBGE, os gastos das famílias brasileiras com Habitação passaram de uma alta de 0,63% em abril para uma elevação de 1,22% em maio, uma contribuição de 0,18 ponto porcentual para a taxa de 0,58% registrada pelo IPCA.

A energia elétrica residencial subiu 3,67% em maio, subitem de maior impacto sobre o IPCA do mês, uma pressão de 0,15 ponto porcentual.

“Teve a bandeira tarifária amarela e teve reajuste em várias áreas”, frisou Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE.

A energia elétrica incorporou reajustes de 5,91% em Aracaju, 5,59% em Fortaleza e 4,78% em Salvador com vigência em 22 de abril; de 12,36% em Campo Grande a partir de 24 de abril; de 3,86% em Recife em 29 de abril; e de 5,21% em Belo Horizonte a partir de 28 de maio.

Além dos reajustes, houve a entrada em vigor da bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.]

Saúde

O grupo Saúde e Cuidados pessoais saiu de uma alta de 1,16% em abril para elevação de 0,90% em maio, dentro do IPCA.

O grupo deu contribuição de 0,12 ponto porcentual para a taxa de 0,58% do IPCA do último mês.

O resultado foi pressionado por aumentos nos artigos de higiene pessoal (1,95%, com destaque para o avanço de 4,42% no perfume), e no plano de saúde (0,50%).

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Estadão

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