Ancelotti ignora críticas a seu trabalho: ‘Não afetam a ideia que tenho para futuro da seleção’
Bastante cobrado após a péssima apresentação da seleção brasileira na estreia do novo ciclo, com sofrido empate por 1 a 1 com a Austrália, Carlo Ancelotti se defendeu nesta segunda-feira, garantindo que as críticas não afetam suas ideias. “Temos futuro.” O comandante ainda mostrou confiança nos jovens convocados.
“A crítica que sempre existiu e sempre vai existir. Essa crítica não afeta a ideia que tenho para o futuro desta seleção e desses jogadores. Quanto ela pode afetar? Zero”, afirmou o treinador, bastante questionado por causa de sua insistência em atuar com quatro atacantes e vir perdendo a disputa no meio-campo até mesmo diante de rivais de menor expressão.
“Estamos trabalhando para a seleção brasileira ser protagonista. A expectativa de ser o técnico da seleção é muito alta. Aqui, você tem de ganhar a Copa do Mundo e não pensar em chegar aos primeiros lugares”, admitiu. “Temos de dar o máximo para nosso trabalho ser da melhor maneira possível”, se defendeu.
Depois de sofrer diante da Austrália no amistoso de sexta-feira, o comandante italiano realizará sete trocas na escalação inicial para o embate desta terça-feira, novamente com a seleção da Oceania. E o meio reforçado é a principal novidade.
Ancelotti poupará os garotos Estêvão e Endrick das cobranças, com as entradas de Gabriel Bontempo reforçando o meio ao lado de Bruno Guimarães e Danilo e com Rayan aparecendo na frente com Vini Júnior e Raphinha, agora como centroavante. O italiano pede calma com a dupla ofensiva, reserva em Chelsea e Ral Madrid, respectivamente e ressalta ter uma safra promissora.
“Os jovens que estão aqui, eu gosto de todos, Breno (Bidon) é um jogador que tem muita qualidade, que está muito bem no Campeonato Brasileiro. Gostei muito do Arthur Dias que não conhecia. Dos goleiros, do Gabriel Bontempo, do Jair… São todas surpresas positivas”, afirmou, satisfeito.
Em sua visão, a renovação dará frutos logo e cobra calma. “A prioridade agora é construir ma nova geração que possa acompanhar a seleção na Copa América e na Copa do Mundo. Temos de acompanhar os jovens que possam representar o futuro. Se pensamos que é bom para o futuro da seleção, vamos chamá-los.”