ANP retoma esta semana discussão sobre consulta do fracionamento do gás de cozinha

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) retoma esta semana a discussão sobre o envase fracionado do gás de cozinha e o fim da exclusividade dos botijões, que passariam a ser comercializados sem marca própria. O sindicato que representa as distribuidoras do setor, Sindigás, é contra a mudança, por questões de segurança e de viabilidade econômica.

O processo foi retirado da pauta da reunião da ANP do último dia 15, devido à ausência do diretor Pietro Mendes, que havia pedido vistas em reunião anterior. Sendo assim, pelas regras da agência, o tema precisa voltar na reunião subsequente, se o diretor estiver presente.

A diretoria vai avaliar se será aberta uma consulta pública sobre o assunto que se arrasta desde a gestão de Décio Oddone na diretoria-geral da agência (2016-2020). O debate sobre o assunto começou em 2019. A ideia era permitir que o consumidor pagasse apenas pela quantidade que coubesse no seu bolso, de forma similar ao que ocorre nos postos de combustíveis.

O Sindigás alerta, no entanto, que o fracionamento pode trazer riscos à segurança no manuseio dos botijões de 13 quilos de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), que são altamente inflamáveis. Além disso, se perderem as marcas nos vasilhames, não haverá responsável em eventuais acidentes.

Recentemente, fontes do setor informaram ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que a simples convocação da consulta pública já reduziria investimentos do setor e ameaçaria o programa governamental Gás do Povo.

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Estadão

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