Anya Taylor-Joy luta pela sobrevivência em ‘Lucky’, novo thriller policial da Apple TV

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Anya Taylor-Joy se encontra em um cenário familiar neste hemisfério: no deserto, lutando para sobreviver.

Ela fez isso em Furiosa e no aguardado Duna: Parte Três. Agora, ela está sob o sol escaldante da Califórnia em Lucky, um thriller policial eletrizante da Apple TV que a coloca trocando socos com capangas e cobrindo de sangue seu rosto de beleza singular.

“Olha, a essa altura eu já estive no deserto tantas vezes que chega a ser surreal. Eu não pareço uma criatura do deserto, mas estou sempre lá e adoro isso”, diz a atriz. “As pessoas gostam de me ver sofrendo e gostam de me ver sobrevivendo. E, felizmente, eu também gosto de fazer isso, então dá super certo.”

Taylor-Joy interpreta a personagem-título na adaptação do romance de Marissa Stapley sobre uma golpista que acorda em um quarto de hotel e percebe que foi traída por um aliado próximo, sendo forçada a fugir.

Logo, Lucky passa a ser perseguida tanto pelo FBI quanto por um chefe do crime implacável por conta do sumiço de US$ 10 milhões. Seu pai viúvo não ajuda muito: ele a criou para ser uma criminosa, mas agora está atrás das grades, ajudando apenas por meio de ligações telefônicas.

“Ela está em um ponto de inflexão quando a conhecemos no livro e na série, onde precisa traçar seu próprio caminho. Ela tem que assumir o controle da situação e realmente decidir como quer viver sua vida”, diz Lauren Neustadter, produtora executiva.

A série de sete episódios estreou nesta quarta-feira, 15, e logo no primeiro episódio Lucky precisa lutar para escapar do porta-malas fechado de um carro e cravar uma chave de fenda no pescoço de um bandido, vendo-se sozinha no deserto. “Como alguém tão pequena pode causar tanto problema?”, pergunta um capanga.

“Vemos essa personagem evoluir do início ao fim. Ela começa focada totalmente no golpe, e a pergunta é: ‘Para onde isso vai levar? Como ela vai evoluir e quem ela vai se tornar?’ E acho que essa é uma das coisas que torna esta série tão especial”, afirma Neustadter.

A série também é estrelada por Annette Bening, Drew Starkey e Timothy Olyphant, e conta com uma trilha sonora predominantemente feminina que inclui uma música-tema emocionante de Fiona Apple, além de faixas de Sleater-Kinney e Siouxsie Sioux.

Bening interpreta uma líder da máfia calculista que se vê dividida entre tentar salvar seu filho e lidar com seu chefe brutal (e ex-amante). Ela tem tantas chances de encomendar uma morte quanto de ser executada.

“Ela é uma mulher que sofreu abusos e que também abusa”, diz Bening. “Por isso, ela é tão intrigante. Achei o roteiro excelente. E eu realmente queria interpretar esse tipo de mulher com traços de sociopatia.”

A Hello Sunshine, produtora de Reese Witherspoon, apresentou o livro a Taylor-Joy, convidando-a não apenas para protagonizar a série como atriz, mas também oferecendo a oportunidade de fazer sua estreia como produtora executiva.

“Lembro-me de cruzar os dedos e pensar: ‘Deus, espero de verdade gostar deste livro’. E eu adorei, me apaixonei pela Lucky e senti que tinha algo a contribuir nessa área – o que acho que é exatamente o sentimento que você quer ter quando assume o papel de produtora executiva””, conta Taylor-Joy.

A produção – criada por Jonathan Tropper, que assina o roteiro e a produção executiva (showrunner) ao lado de Cassie Pappas – é um thriller policial, mas traz um drama familiar em seu cerne, o que faz Lucky se perguntar se existe outra maneira de viver.

“Tematicamente, foi isso que realmente atraiu Jonathan e a mim: essa ideia de quanto a família afeta quem você é versus o quanto você consegue romper com esse destino e escrever sua própria história”, explica Pappas.

Lucky recorre às suas habilidades de golpista para sobreviver

Lucky cresceu aplicando golpes com o pai, desde roubar envelopes cheios de dinheiro em festas de aniversário até simular ferimentos para conseguir estadias gratuitas em hotéis. Agora em fuga, ela recorre a essas artimanhas para sobreviver, mas também anseia por uma vida melhor.

“Todos nós lutamos, de certa forma, contra as amarras do nosso passado e a bagagem que recebemos, mesmo de pais que foram bons, até chegarmos a um ponto em que conseguimos descobrir quem realmente somos”, reflete Tropper. “No caso dela, os riscos são muito maiores, porque a própria tentativa de descobrir isso pode acabar matando-a.”

Para Taylor-Joy, além de pular de caminhões, esquivar-se de assassinos e roubar carros em cena, a experiência por trás das câmeras permitiu que ela participasse de decisões de elenco e opinasse sobre a identidade visual e sonora da série.

“Acho que nos divertimos muito gravando e que dá para sentir isso na tela, apesar das chaves de fenda atravessando cabeças alheias”, diz ela, rindo.

*Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.

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Estadão

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