Apoiado por Flávio, ex-prefeito de Vitória é favorito contra governador na disputa no ES

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O Espírito Santo vai escolher neste domingo, 25, o próximo governador do Estado, numa disputa de segundo turno entre o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) e o governador Ricardo Ferraço (MDB). Com apoio do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), Pazolini lidera as pesquisas de intenção de voto e pode desbancar o atual chefe do Executivo estadual.

O candidato do MDB assumiu o comando do Estado com a saída de Renato Casagrande (PSB) do cargo para concorrer ao Senado. Governador por três mandatos, Casagrande teve 995.361 votos e conquistou a primeira vaga na Casa Alta, das duas em disputa, mas não viu seu aliado ter o mesmo desempenho. Na primeira etapa do pleito, Pazolini teve uma vantagem de quase 330 mil votos em relação a Ferraço e por pouco não liquidou a eleição – com 49,65% dos votos válidos contra 34,06% do candidato à reeleição.

Ao longo da campanha de segundo turno, o ex-prefeito manteve a dianteira na preferência do eleitorado. Pesquisa Quaest divulgada no último dia 14 mostrou Pazolini com 47% das intenções de voto e Ferraço com 38%. Brancos e nulos, 10%, enquanto indecisos são 5%. A margem de erro do levantamento é de 3 pontos porcentuais.

Há dois dias, o instituto Paraná Pesquisas apontou também a manutenção da liderança do ex-prefeito da capital capixaba, com 52,4% das intenções de voto. Ferraço aparece com 39,8%. Brancos e nulos são 4,4%, e 3,4% não souberam ou não opinaram. Nesta pesquisa, a margem de erro é de 2,7 pontos.

No último final de semana, Flávio Bolsonaro esteve ao lado de Pazolini num ato de campanha na Orla de Camburi, um dos principais cartões-postais de Vitória. Diante de uma multidão, os dois percorreram a avenida no alto de um caminhão trio elétrico na companhia de outras duas lideranças do bolsonarismo, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, mesmo partido de Pazolini, e do deputado federal mais votado do País, Nikolas Ferreira (PL-MG).

Desde que iniciou sua carreira política, em 2018, Pazolini encampa pela primeira vez o bolsonarismo publicamente. Nas eleições de 2020 e 2024, quando foi eleito prefeito de Vitória, e na eleição presidencial de 2022, não se declarou aliado dos Bolsonaros. Apesar dos afagos já na pré-campanha, em julho, a maior guinada de proximidade com o grupo ocorreu neste segundo turno, após o primogênito de Jair Bolsonaro ter 1.233.194 votos no Espírito Santo no primeiro turno (54,78% dos votos válidos no Estado).

O PT disputou o governo capixaba com o deputado federal Helder Salomão, que ficou em terceiro lugar na disputa, com 15,32% dos votos válidos. Para o segundo turno, o partido decidiu orientar seus filiados e apoiadores “a não votarem nos aliados do candidato Flávio Bolsonaro”, mas se recusou a pedir votos abertamente para Ricardo Ferraço. Salomão também não entrou na campanha do governador, mas o presidente do partido no Estado, o deputado federal eleito João Coser (PT), declarou voto em Ferraço.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou o Espírito Santo em maio, mas não fez agendas no Estado durante a campanha eleitoral.

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Estadão

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